domingo, 27 de setembro de 2009

Uma semana de muito trabalho

É bastante comum aos mestrandos que fazem diários de pesquisa. Seja comum por uma sugestão dos orientadores, que fazem tal sugestão, ou por uma “auto-necessidade” percebida pelos próprios acadêmicos.

No meu caso, minha orientadora já tinha me sugerido algumas vezes. Eu custei até acatar a idéia e só acatei depois de perceber a necessidade. Acho que no fim das contas tudo na vida é assim, as pessoas te sugerem, te dão conselhos que, na maioria das vezes só são acatados (quando não lamentado por não terem sido acatados) quando percebemos sua necessidade.

Mas não é pra falar sobre a criação de um diário que faço esse post de hoje. (Aliás, só pra aborir OUTRO parênteses, não sei porquê o chamam de diário, já que por melhor que seja o pesquisados, nem todos ele pesquisa. Entendo a pesquisa como um momento de introspecção, antes de tudo. Pesquisa precisa de inspiração, motivação, interesse e não é todo dia que estamos inspirados, motivados e interessados. Até porque como tudo que é diário na vida, cansa! Além disso, precisamos de um tempinho distantes das nossas produções para unblin” – se é que a palavra existe – nós mesmos e atingirmos um nível de auto-crítica cada vez maior.

Bom, essa foi uma semana bem puxada!

Ah, agora lembre o porquê dessas colocações sobre os diários de pesquisa. Quando eu criei o blog, falei para um colega do mestrado que o tinha feito e ele comentou: “Pow, e eu comprei um bloco de notas pra isso!” (hehehe). Eu respondi o meu jargão de sempre: “Eu vivo na era da tecnologia!”. E vivo mesmo! (No sentido mais amplo que o palavra VIVER possa ter. Tenho todas as account possíveis e imagináveis, Twitter, Orkut, Facebook (2 perfis), MSN (2 contas), Skype, Yahoo Messenger (três contas), Google Talk (duas contas) etc, etc, etc… Sem mensionar as…. 8, sim, OITO, ou melhor, NOVE contas de email tenho e o MS OneNote. Bem, o fato é que esta semana (20-26/09) foi tão corrida, mas tão corrida que em absolutamente TODAS as minhas vidas e perfis virtuais eu fiquei ausente! O twitter, onde eu verdadeiramente narro o meu dia (afinal, eu entendo que tenha sido para isso que ele foi criado) devo ter feito menos de 30 posts por semana (a minha média diária de posts é bem maior que essa).
Bom, a semana começou com uma imposição de finalizar o primeiro capítulo da minha dissertação, ainda não terminado =/. Segundo minha agenda (que é virtual – Google Calender), eu deveria fichar todos os livros que já tinham sido previamente lidos sobre a História do Turismo até segunda à noite. Já que na terça, uma colega de turma do mestrado viria (e veio) para minha casa para fazermos algumas leituras (obrigatórias para a aula de quinta-feira, em que nós seríamos as debatedoras), as leituras eram: Sobre o Nomadismo, Michael Maffesoli; Diásporas, Stuart Hall; Nomadismo e viagens, Susana Gastal e o espaço de fluxo (Castells). Não bastasse isso, na quarta pela manhã tínhamos aula.

O fato é que, a tal colega chegou por volta das 11 da manhã e eu ainda tava fichando o segundo, de quatro livros. Terminei esse fichamento quase às 14h, quando só então retomei a leitura do Maffesoli. Uma tarde toda de leitura até a noite. No dia seguinte, aula pela manhã, voltamos para casa, almoçamos e eu resolvi tirar uma soneca, termino a leitura do livro do Maffesoli durmo e no dia seguinte proponho que, pela densidade e importância dessa obra, ter um bloco de discussão dedicado e focado apenas para ela; o grupo concordou. A discussão dos demais textos fluiu de forma interessante.

Quinta à tarde, aula. Retorno para casa, lanche, novela, cama.
Sexta pela manhã, como tinha apenas lido o Maffesoli, aproveitei o tempo “livre” para fichar no caderno aquilo que já tinha sido lido – dentre os meus problemas mentais, um deles é o fato de que somente retenho informações se escrevê-las. Sexta a tarde, aula. Sexta, no fim do dia, orientação da monografia de especialização – sim! Além do mestrado faço especialização!

A orientação foi bem legal e acho que depois que finalizar o meu primeiro capítulo poderei finalizar a monografia com calma. In Shaa2 Allah! (Se Deus quiser!)
Além disso tudo ainda há novidades sobre o artigo da Amazônia. Mas isso fica pra um post posterior, amanhã, quem sabe? Porque este além de longo precisa ser finalizado para que eu volte para o fichamento do terceiros dos quatro livros sobre a história do turismo. É só o que falta para finalizar meu capítulo.
Até a próxima. Com notícias sobre os artigos que estou desenvolvendo e, calro, sobre o capítulo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Artigo Amazônia

O artigo sobre a Amazônia finalmente ficou pronto. Deu bastante trabalho, foram muitas indas e vindas, mas estou muito contente com o resultado final, apesar de que não ficou com o formato que eu realmente gostaria. Mas não tem problemas! Ainda há tempo de produzir um outro com o enfoque que tenho em mente, mas que, por hora, ainda não vou comentar, deixa as coisas acontecerem... No entanto, o artigo trás alguns relatos dos morados de São João de Pirabas, no Nordeste do Pará. Um lugar encantador e muito próximo a um dos principais destinos de veraneio do pará, há cerca de 200 km da capital, Belém.

O artigo comleto foi enviado aos responsáveis pela elaboração do Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) Do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no dia 3 de setembro. Aguardo a resposta de aprovação.

Mesmo que ainda não publicado oficialmente, segue, em primeira mão, o resumo do artigo.


PERSPECTIVA CRÍTICA DE VALORIZAÇÃO AMBIENTAL, CULTURAL E TURÍSTICA DA AMAZÔNIA PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO DE BASE LOCAL



RESUMO: Em âmbito mundial, a Amazônia ganha destaque, principalmente, por sua rica biodiversidade. A Amazônia não se limita a uma área de cerca de quatro milhões de quilômetros quadrados de floresta, considerada “pulmão do mundo”. No Brasil, constitui uma região que reúne nove estados. Sua rica biodiversidade de fauna e de flora ainda não é totalmente conhecida. Tampouco se reconhece a heterogeneidade cultural e identitária de seus povos tradicionais. Em razão da grande repercussão dos debates ambientalistas, a dimensão sociocultural perde espaço. Este artigo tem como objetivo mostrar que a Amazônia, além de seu valor como reserva natural, é uma região que abriga povos, cujos valores, suas culturas e identidades, são esquecidos, relativamente a questões como o desmatamento, por exemplo. Apresentam-se relatos de amazônidas do município de São João de Pirabas, município do interior do estado do Pará. Os depoimentos foram coletados no período de 2004 a 2007 por meio de pesquisa de campo no município. Conclui-se que turismo pode contribuir para a valorização das manifestações culturais e para a preservação do meio ambiente. Além de contribuir para a solução dos problemas ambientais, a atividade turística deve ser estratégia de compreensão do homem amazônico, valorizando sua cultura, identidade e o capital social, por meio do fortalecimento da consciência de pertencimento e de propriedade do território amazônico pelo autóctone.
PALAVRAS-CHAVE: Amazônia. São João de Pirabas (PA). Identidade. Cultura. Valor. Turismo

domingo, 13 de setembro de 2009

XI SIT

O XI SIT aconterá em Curitiba nos dias 06 e 07 de novembro. O resultado dos trabalhos aprovados foi divulgado ontem. Meu artigo, intitulado "Roteiros Turísticos: uma reflexão a luz dos Relatos e Guias de Viagem” foi aprovado. Segue o resumo.



Resumo: O tema roteiro turístico tem sido pouco abordado dentro de uma perspectiva histórica e epistemológica. Com o objetivo de provocar um repensar sobre o assunto, este artigo considera, a partir de pesquisa bibliográfica e documental, os relatos e guias de viagem, para analisar o contexto atual dos roteiros turísticos. Conclui-se que pouco se avançou no pensar conceitual do tema, relegando-o a segundo plano dentro do turismo, desconsiderando sua complexidade. Observa-se que há uma mudança na estrutura e na técnica dos antigos relatos de viagem aos guias de viagem até os roteiros turísticos, mas, do ponto de vista teórico conceitual se tem apenas repedido idéias e conceitos sem maiores debates.

Palavras-chave: Turismo; Guias de Viagem, Roteiro Turístico.




VI ANPTUR

O VI Anptur teve como tema "Turismo e Hospitalidade nas pesquisas científicas: Prespectivas disciplinares, temáticas e metodológicas", uma discussão bastante interessante para o momento em que vivemos hoje no turismo.

A mesa de abertura foi bastante interessante, principalmente, ppor ter tratado de assuntos relacionados às publicações em turismo.

Participei de três grupos de trabalho: O primeiro, assisti só o primeiro período. Era o GT sobre patrimônio cultural. Os trabalhos estavam muito bons e bastante interessante, com questionamentos igualmente atraentes, mas não elucidaram muito sobre meu trabalho de pesquisa, embora alguns pontos dos debates tenham sido importantes para me fazer pensar sobre outras questões que perpassam alguns questiionamentos pessoais, mas não de pesquisa em si.
O outro GT que participei foi sobre desenvolvimento local, coordenado pela Coriolano. As discussões do GT não me agregaram nenhum novo conhecimento, mas me trouxeram alguns insights bem importantes, mas que eu ainda não sei exatamente o que farei com eles. Foi nesse GT que apresentei meu primeiro (de dois) trabalho no Anptur: "Turismo rural e desenvolvimento socioeconômoco endógeno: A experiência da fazenda Vale Verde no Estado do Maranhão (Brasil)". Modéstia a parte, percebi que o público que assistia teve uma boa aceitação do trabalho, que foi criticado pela Coriolano como "não cintífico" mas como um excelente trabalho de extensão. De certa forma, o projeto Vale Verde funcionou como um laboratório para o curso de graduação em turismo e por certo tem grandes méritos como tabalho de extensão, sim! Mas realmente não concordo que o artigo não tinha nada de científico, já que o trabalho tinha método, problema, referencial e tudo o que o caracteriza como tal. Outra crítica negattiva, dessa vez não sobre o trabalho, mas sobre minha explanação foi a crítica que fiz à política pública do atual Governo Federal sobre as bolsas (família, escola, etc). A crítica fpoi classificada como "chute" e, apesar de deixar claro que concordava comigo, disse que não poderia tecer tal comentário sem pesquisa prévia. Realmente ela tem razão! Eu não deveria ter tecido tal comentário e isso ficou de lição... Vivendo e aprendendo!

No dia segunte (11/09), pela manhã fiz uma oficina com o professor Panosso Netto, bastante interessante e enriquecedora para o meu trabalho de pesquisa. No período da tarde, participei do GT de produções acadêmicas, onde apresentei meu segundo trabalho: "A produção acadêmica sobre Roteiro Turístico: Um debate pela superação". Fui a primeira a apresentar, o trabalho também teve boa aceitação, foi bem elogiado e fiz alguns contatos importantes. Os outros tabalhos me ajudaram no pensar e repensar de algumas considerações pessoais e de pesquisa que tinha.

Além de muito bem estruturado, o evento foi importante no sentido de trocas, contatos e aprendizado. Anptur 2010, estarei de volta!

P.S.: Segue o resumo dos trabalhos apresentados, disponíveis (os trabalhos completos) nos anais do evento.


Turismo Rural - Em parceria com Cristiane Mesquita Gomes e Edegar Tomazzoni
Resumo: Com base na ideia de que o turismo rural oferece entretenimento à população urbana e promove intercâmbios enriquecedores entre culturas, o objetivo deste artigo é mostrar a importância de iniciativas empreendedoras de turismo rural, por meio de parcerias entre setor privado e academia, como estratégia de desenvolvimento socioeconômico. O método de estudo foi pesquisa vivencial, no período de 2003 a 2005 e 2008, e pesquisa bibliográfica. Estuda-se a experiência da Fazenda Vale Verde, situada no município de Vargem Grande (Maranhão), cujos proprietários e gestores, valorizaram a qualificação de pessoas e investiram no segmento. Conclui-se que, em razão de seu grande potencial agrário, o estado do Maranhão pode encontrar, no turismo rural, uma forma de desenvolvimento que beneficie os moradores campesinos, o que otimizaria a agropecuária, geraria investimentos na vida do campo e manteria o homem em seu habitat natural.
Palavras-chave: Turismo Rural. Desenvolvimento Socioeconômico. Empreendedorismo.
Maranhão.

Roteiros Turístico - Em parceria com Susana Gastal
Resumo: Atualmente, muitos teóricos têm fomentado discussões sobre um possível estatuto epistemológico do Turismo. Por sua ausência, o corpo teórico no campo do Turismo ainda possuiria lacunas a serem preenchidas, como é o caso dos roteiros turísticos, conceitualmente limitados à descrição de itinerários de viagem, organizados no tempo e no espaço. Com o objetivo de averiguar o contexto das discussões sobre o tema no Brasil, este artigo procurou nas revistas Turismo em Análise (2000-8), Turismo Visão e Ação (1998-2009), Caderno Virtual de Turismo (2001-2009), além dos Anais do SeminTur (2003-8) e memória da Capes de dissertações defendidas pelos programas de mestrado em Turismo (até 2006) e produção bibliográfica (até 2004) as publicações existentes sobre o tema roteiro turístico. Este estudo é parte integrante das investigações inicias para a dissertação de mestrado e resulta da seguinte pergunta: Qual a abordagem que está sendo dada aos roteiros turísticos no panorama nacional? Os procedimentos metodológicos para a elaboração do artigo foram pesquisa bibliográfica e documental.
Palavras-chave: Turismo. Roteiro Turístico. Produções Bibliográficas. Contribuições Epistemológicas

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A vida é feita de parcerias

É incrível!! Eu realmente pasmo com a minha capacidade de deixar tudo para a última hora... Quando estava na graduação tudo era na base do NHS - Na Hora Sai. Afinal, quando o prazo arruxa, tem que sair...
Há semanas venho pensando sobre o que iria escrever para o Frontur... Minha orientadora até tinha me sugerido uma questão: "o que é roteirizar na Amazônia?". Valeria-me da minha monografia de fim de curso (graduação) para fazê-lo. Inicialmente achei que seria impossível. Depois pensei mais um pouco. Pensei novamente com carinho... E concatenei sobre o que iria escrever. Mas temos que convir que enquanto as coisas estão na nossa cabeça sempre temos a impressão de que será melzinho na chupeta...! LEDO ENGANO!

Depois de pensar bastante. Uma colega do mestrado me chama para escrever um artico em co-autoria. Fui com ela. O artigo seria beseado na monografia dela de fim de especialização. Ela me repassa o material, leio e durante a semana trabalhei nisso. Enviei pra ela. Ela reviu, me enviou novamnte. Revi, enviei novamnete e... FECHADO! Fechamos hoje (data limite de envio). Sem dores, sem mágoas, sem stress...

Mas fatava o tal artigo que me sugerido pela minha orientadora... Vasculhando uma pasta de arquivos com artigos inicializados (no tempo da graduação, e que portanto precisam ser revisados), me deparei com um "interessante". Inicialmente tinha como título "Natureza, Memória e Misticismo nas comunidades amazônica: Potencial para o desenvolvimento de roteiros (Eco)turísticos em São João de Pirabas-PA".

Após ter revisado alguns tópicos, julguei por bem retirar um deles, sobre folclore e cultura popular. Como eu tenha que submeter o trabalho até às 18:00h, o desespero começou a bater, já que já era próximo das 15:00h.

Bueno, houve uma ajuda do meu co-orientador que me fez ter um insigh. Trabalharia com referencial de ecoturismo (o trabalho faltava referencial teórico, já que quase todo ele era o meu relato de vivência no município). Após conversar com o meu co-orientador resolvi que tiraria a questão da memória, já que não teria como sustentar uma discussão teórica sobre o assunto.

No fim: retirada a questão da memória, acrescentei referencial de roteiro turístico e.... a PARCERIA! Falei com uma amiga e pedi que ela fizesse dois tópicos: um sobre ecoturismo e outro sobre interpretação ambiental. FEITO!


Artigo terminado e submetido.


Resultado final?


NATUREZA E MISTICISMO EM COMUNIDADES AMAZÔNICAS: ROTEIROS TURÍSTICOS COMO ALTERNATIVA PARA IMPULSIONAR O FLUXO TURÍSTICO EM SÃO JOÃO DE PIRABAS-PA


RESUMO: A partir do redimensionamento do pensar sobre roteiro turístico, estuda-se a possibilidade de considerá-lo como alternativa de impulsionar o fluxo turístico no município de São João de Pirabas, localizado no nordeste do estado do Pará, microregião do Salgado. O lugar tem potencialidades para o desenvolvimento da atividade ecoturística não apenas pela diversidade ambiental, como também pelo legado cultural e misticismo relacionado à Pedra do Rei Sabá. Este artigo analisa, então, os atrativos turísticos do local com a finalidade de aliá-los a roteiros turísticos. Para reunir informações que subsidiassem o trabalho, foram realizadas pesquisas in loco no município, no período de 2004 a 2007 para, junto aos arquivos locais, consultar documentos que dessem suporte à pesquisa. Parte das informações foram coletadas por meio de arquivos consultados, outras, das leituras a respeito da história do Município. Realizou-se também revisão bibliográfica para fundamentação teórica do trabalho.

Palavras Chaves: Roteiro turístico; Ecoturismo, São João de Pirabas, Comunidades amazônicas.


P.S.: Agardando aprovação

P.S.: Artigo editado e re-enviado