segunda-feira, 1 de março de 2010

O movimento dialético

Devo, não nego!

Post com quase uma semana de atraso. Mas vamos em frente:

Partindo do princípio de que o método que adoto para a minha dissertação é a dialética, divido meu pensamento em Tese, Antítese, Síntese.

A tese, portanto:

a) Como roteiro turístico se constrói historicamente

b) O tratamento acadêmico

De a + b resultam as seguintes categorias:

· Tempo: entendido de modo meramente cronológico

· Espaço: ? Territorial

· Tema: tematização presa ao tempo e ao espaço

O questionamento, então, é: essas três características representam o TODO? Ou seja, são suficientes para compreender o roteiro turístico em sua complexidade?

Ao partir da hipótese de que tempo, espaço e tematização são partes insuficientes para entender o todo de um roteiro turístico, por percebê-lo de forma mais abrangente e complexa, proponho, então, a antítese.

A antítese baseia-se no mundo como se dá agora, por tanto, proponho uma visão pós-moderna do roteiro turístico. Isso me remete às “emergências” de uma sociedade, conforme termo utilizado por Morin (2002). Disso resulta um sistema sociocultural em que emergem uma nova percepção de Sujeito e, de forma cada vez mais iminente, as tecnologias de informação, dentre as quais, para a minha proposta destaco as redes sociais, as geotecnologias (georreferenciamento e cartografia). A partir dessas duas novas categorias e conseqüentes subcategorias, percebe-se que há um novo espaço e um novo tempo e, também como conseqüência, no turismo, uma nova tematização.

Daí, então resulta o seguinte questionamento que se configura como meu problema de pesquisa:

As dimensões sujeito e geotecnologias agregadas ao conceito de roteiro turístico contribuem para redimensioná-lo e equacioná-lo a uma construção epistemológica de turismo que transcenda os limites mercadológicos e economicista e, particularmente, incorpore a lógica dos fluxos?

Analisando essas categorias e desconstruindo-as em seu entendimento moderno, na busca por sua compreensão pós-moderna, pretendo chegar, então à síntese: Uma proposta de compreensão teórico-conceitual pós-moderna de roteiro turístico, condizente ás emergências e sensibilidades de um sujeito cujas demandas navegam pelo século XXI.