segunda-feira, 31 de maio de 2010

Tirando ficha com Deus

Enfim “descobri” o que é Roteiro Turístico. E isso me coloca, como diria um professor da graduação, no rol da imortalidade! Minha façanha aconteceu no fim de semana retrasado – o que atesta minha irresponsabilidade com o meu “diário” de pesquisa, mas o fato é que eu estava, realmente, super conturbada com o prazo final para entrega da dissertação batendo às portas. Finalmente, depois de analisar as minhas categorias: Tempo, Espaço, Tematização, Sujeito e Tecnologia, ressignificar Tempo e Espaço em função das Tecnologias da Informação, o que modifica as sensibilidades dos Sujeitos, pude chegar a um ‘ensaio’ conceitual do que seria Roteiro Turístico. Que hoje, em função da demora por este post, duas semanas depois, depois de amadurecer a idéia, já está “redondinho”, pelo menos até agora.

Bom, preciso, antes de tudo, reconhecer fiquei um poço de chatice, com uma “presepada” de que estava no rol da imortalidade pra falarem comigo tinham que tirar ficha com Deus. Brincadeiras à parte, precisava expressar aqui no blog o quanto isso me deixou feliz. Mas como estou com o tempo curto, em função da minha viagem pra Belém, o que pede um pouco de tempo para que eu organize umas coisas, postarei amanhã sobre meu "achado". Até lá!

O que há depois do fim?

Um tempo afastado do blog significa trabalho intenso! E ponha intenso nisso! Ufa!

Período de finalização de dissertação e já postei aqui sobre minha angústia sobre o fim do mestrado. Mas agora, com a dissertação 95% finalizada a falta de certeza do que virá depois tem me deixado demais angustiada. Nunca em toda a minha vida (23 anos! – o que significa que eu já vivi mais de ¼ da minha vida!) tive tanta incerteza em relação ao que vem depois.

Fechar um ciclo é sempre assim. Motivador para alguns, angustiante para outros. No meu caso é um misto dos dois. Motivador porque subi mais um degrau em busca de uma meta que fora traçada no dia 20 de fevereiro de 2004 – em uma das primeiras aulas da Graduação, quando ouvi o então Diretor de Pesquisa do Iesam (Instituto de Ensinos superiores da Amazônia – Faculdade responsável pela minha formação) em uma palestra de boas vindas; angustiante porque tenho milhares de milhões de planos e nenhum palpável.

Dentre as muitas incertezas tenho: Permanecer no Rio Grande do Sul ou voltar pro Pará? Doutorado ou Trabalho? Morar só ou voltar pra casa dos pais? ... Além de muitas outras...

Quando saí da Graduação, não tive muitos problemas com grandes decisões. Sabia que ia fazer Mestrado e não me importava tanto onde – apesar de até Novembro de 2007, dizer que jamais sairia de Belém, por qualquer que fosse o motivo – portanto, a incerteza não me angustiava. Sabia que não ia conseguir um emprego em Belém apenas com Graduação, então iniciei uma especialização, também no Iesam, mas logo depois foi admitida no mestrado aqui na UCS e, sem pensar duas vezes, arrumei as malas e migrei pro frio.

Mas agora, é diferente! Completamente diferente, foram muitas as mudanças. Morar só, decidir só, ter o meu próprio ritmo. E tudo isso me traz, por tabela, a responsabilidade de ter que tomar a maior decisão: voltar pro Pará, ou permanecer no Rio Grande do Sul? É difícil decidir quando não se tem absolutamente nada concreto. Estou louca pra trabalhar, ao mesmo tempo não diria não a uma possível possibilidade de Doutorado aqui, ou em qualquer outro lugar.

É normal, eu sei. Mas o que me complica a vida é que essa incerteza não me deixa planejar sequer minha mudança, não dá pra organizar minhas coisas e despachar para Belém, afinal, eu não sei se volto pra lá. A única coisa que posso fazer é encaixotar minhas coisas, afinal, a única certeza que tenho é que no dia 15 de julho tenho que deixar o apartamento onde moro. Mas até nisso não tenho certeza, pra onde vou depois do dia 15?? Apesar de ter três opções, uma delas em POA, não tenho nada decido!

Bom, estou embarcando pra Belém nesta semana, depois de conversar com meus pais sobre todas as minhas possibilidades, talvez eu consiga tomar alguma decisão, ou talvez possa começar qualquer planejamento.

O fato é que eu ainda não sei se estou feliz ou triste com o fim do mestrado. Mas posso, com segurança, afirmar que estou plenamente satisfeita com a minha dissertação e forma que ela tomou.

domingo, 9 de maio de 2010

Submissão de artigos para o VII Seminário da Anptur

Leitores,

conforme prometido, notícia quente. Acabo de receber via lista da Anptur, e-mail da Prof. Susana Gastal com a data para a submissão de artigos para o VII Seminário da AnpTur.


O VII Seminário da ANPTUR, uma promoção conjunta da Associação de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo e da Universidade Anhembi Morumbi, reúne um conjunto de atividades científicas, as quais têm início em mesa redonda com a presença de expoentes nacionais e internacionais para discussão das Perspectivas Disciplinares, Temáticas e Metodológicas das Pesquisas em Turismo e Hospitalidade, no âmbito nacional e internacional.



Tema central: Ética: Produção e Difusão da Pesquisa em Turismo



Data e Local:

20 e 21 de setembro de 2010

Universidade Anhembi Morumbi

Campus Vila Olímpia

Rua Casa do Ator, 275 – Unidade 7

São Paulo – SP



Data limite para submissão de trabalhos e para inscrição dos autores 07/07/2010



Para maiores informações do programa e submissão de trabalhos visite o site do evento:

http://www.eventos.univerciencia.org/turismo



Outras informações podem ser obtidas com a Secretaria da ANPTUR (de 2ª a 6ª das 9h às 13h):

Tel.: (11) 3105-5370 ou pelo E-mail: secretaria@anptur.org.br

sábado, 8 de maio de 2010

História do Turismo: Buscando unificar um conhecimento fragmentado

Publiquei aqui anteriormente sobre minhas inquitações acerca da História do Turismo, que surgiu quando estava construindo o segundo capítulo da minha dissertação, o que acabou rendendo um artigo para o VI SeminTur - Seminário de Pesquisa em Turismo do Mersosul, que acontecerá na Universidade de Caxias do Sul nos dias 9 e 10 de julho.

Como de costume, depois do artigo aceito, trago aqui o resumo da proposta. Mas dessa vez, por acreditar que o artigo está "bem bom", modéstia a parte, trago a introdução:



A história é instrutiva em um estudo do turismo, não apenas porque talvez haja lições para aprender, mas também porque as sementes do crescimento futuro são encontradas no passado (LICKORISH e LENKINS, 2000, p. 20).

A questão do estatuto metodológico do Turismo tem sido recorrente entre os especialistas, permitindo que se questione se, no caso da ausência ou carência de um estatuto epistemológico da área o Turismo, como muitos alegam, induziria à fragmentação das produções teórica ou se aconteceria o oposto, quando a referida fragmentação é que estaria entre as causas de possíveis fragilidades epistemológicas. Outro questionamento possível, seguindo o proposto na epígrafe, que recorre à citação de Lickorish e Lenkins, seria olhar o passado com maior cuidado para, nele, buscar um melhor entendimento, inclusive dos acontecimentos presentes. A historiografia tradicional tem sido questionada desde que a Escola dos Annales passou a propor a nouvelle histoire, ou nova história, cujos métodos para interrogar o passado avançariam ao simples resgate e fatos, datas e nomes. Essa nova história, que passa a problematizar o passado – ela será uma “história-problema” –, reconhece a impossibilidade de narrar/resgatar fatos históricos tais como eles teriam “de fato” se passado. Daí considerar o pesquisador como um investigador que busca interrogar o passado a partir das hipóteses levantadas no presente. A história passa a ser entendida como construção, como uma versão dos fatos (MENESES, 2006). Ou seja, de uma possibilidade de leitura entre muitas outras, no que a aproxima da teoria do texto (BARTHES, 1987). Nos mesmos termos, Rüdiger, ao falar sobre a Comunicação, propõe uma reflexão sobre as práticas metodológicas, que podem ser ampliadas ao campo do Turismo, Hospitalidade e Lazer. Segundo ele, ao buscar a História, duas vertentes metodológicas se estabeleceriam no estudo da Comunicação: a da pesquisa especializada, ou seja, a do historiador que se volta para campo, no caso o Turismo; e a pesquisa que tem a historicidade como dimensão, no caso, do Turismo. Essa segunda postura recorre à dimensão histórica para, a partir dali, analisar o fenômeno.

A presente análise busca, portanto, o resgate da história do Turismo para avaliar como ela vem sendo narrada, nas suas possibilidade de contribuir para o maior entendimento do fenômeno, assim como questiona as carências e lacunas dessas mesmas narrativas que podem, inclusive, induzir à tal fragmentação, como já colocado. Uma das lacunas, se pode adiantar, é a pouca presença de historiadores se debruçando sobre o tema, ou seja, como Rüdiger analisa, a falta de uma pesquisa especializada. Isso posto, o presente artigo analisa, para depois questionar, como e se a dimensão histórica está presente nos autores trabalhado, contribuindo, ou não, para a epistemologia do Turismo

Considera-se que as bases para o Turismo Moderno se deram a partir dos avanços tecnológicos e sociais possíveis com a Revolução Industrial, mas que, mesmo depois de dois séculos do início do fenômeno como é conhecido hoje, a História do Turismo ainda possui algumas lacunas, não apenas em relação ao conteúdo (por estar baseada em uma visão eurocentrista), mas na forma de estruturá-la em uma linha do tempo lógica e não fragmentada.

Como se procura demonstrar, essa fragmentação, salvo alguns autores-pioneiros que estão buscando uma visão mais holística e complexa do fenômeno, pode não estar conduzindo a dita história problema, nem tão pouco contribuindo a uma historiografia especializada, entre outros, pela ausência de diálogos entre os autores.

Outra questão recorrente é a diversidade de paradigma que posso servir de modelo – diga-se, sem cair nos positivismos da história tradicional – para melhor situar as periodizações. A fragmentação resultante, em termos de períodos, datas e eventos significativos, espelha, por outro, que haveria também fragilidades de concepção e de entendimento sobre o que seria o que denominam de Turismo.

No presente texto, os autores se limitam a reproduzir as periodizações encontradas na pesquisa exploratória, mas buscam, a partir de um olhar crítico sobre para a produção arrolada, analisar de que forma essas periodizações poderiam ser melhor estruturadas para levar a maior e melhor compreensão do Turismo no percurso do tempo. Então, com vistas à esta proposição de leitura para uma possível História do Turismo, este artigo, a partir de revisão de literatura, destacando Lickorish e Lenkins (2000), Acerenza (2002), Barbosa (2002) e Rejowski (2002), contextualiza as periodizações utilizadas por esses autores, mas confrontando-as e as adequando a periodização proposta por Molina (2003) no livro Pós-Turismo. A escolha pela periodização deste autor para orientar a leitura dos demais se justifica por ser a mais ampla, inclusive considerando o paradigma teórico da pós-modernidade, o que a coloca na contemporaneidade com uma maior precisão.




quarta-feira, 5 de maio de 2010

Analisando o blog de Zeca Camargo... quais as marcas do Sujeito Turístico?

Eu, novamente, insistindo em Zeca Camargo. O pessoal aqui pela Universidade já não aguenta mais porque tudo o que é comentado eu venho com "Ahh.. O Zeca escreveu sobre isso no blog...". Um dia desses fiz um comentário e alguém me perguntou: "Isso também foi discutido no blog do Zeca?" Todos caímos na gargalhada!

Enfim, tudo isso só pra dizer que meu próximo artigo será, novamente, sobre os escritos do jornalista. Dessa vez não mais sobre o livro, mas sobre o blog com os relatos, ou como ele próprio prefere, "impressões" de viagens. O resumo do artigo foi enviado a um Congresso Internacional (CONFINES MÓVILES - Lengua y cultura en el discurso del turismo) que está sendo promovido pela Universidad de Milán, Polo di Mediazione interculturale e Comunicazione e acontecerá entre os dias 10-12 novembro 2010.


Como o resumo ainda não foi aprovado, não o postarei agora, mas darei uma idéia geral do que estou escrevendo.


Considerando que os relatos de viagem desempenham importante papel na criação de imaginários e, conseqüentemente, desejos de viagem e que, diferente dos guias turísticos, os relatos trazem além da descrição dos locais, as impressões do Sujeito não apenas sobre o lugar visitado, mas também sua construção pessoal a partir do encontro com o outro.(Marca importante, principalmente na apresentação e prólogo do livro " Isso aqui é seu - A volta ao mundo por patrimônios da humanidade - de Zeca Camargo); e, considerando ainda que, no mundo contemporâneo, é cada vez mais comum que esses relatos sejam divulgados através de blogs (o que não anula sua disseminação impressa em livros), minha proposta é buscar no blog do jornalista (que conhece 81 dos 195 países do mundo), relatos de suas viagens no período de janeiro de 2007 a abril de 2010, para buscar os recursos linguístigos utilizados para chamar o leitor à interatividade, bem como, analisar em suas narrativas as marcas do Sujeito Turístico. A fundamentação teórica baseia-se em Castells (1999), Edgar Morin (2001), Michael Maffesoli (2001) e Molina (2003).

Então, é isso... Assim que tiver uma resposta da organização do evento, postarei o resumo submetido à avaliação.

Agora, retorno à construção do capítulo "epistemologia" da minha dissertação. Até mais!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Anptur 2010

Como percebi o quanto a postagem sobre o Anptur do ano passado tem sido visitada decidi trazer informações sobre a edição 2010 do evento.

No sábado 28 de março foi anunciado, na lista oficial de discussão da Anptur, a data de realização da sexta edição do evento. A escolha da data foi muito bem feita: 20 e 21 de setembro, encaixando-se com as datas de realização da Amforth - Associação Mundial para a Formação em Turismo e Hotelaria, que também acontecerá na cidade de São Paulo.

Maiores informações sobre as chamadas de trabalhos será divulgada em breve. E, tão logo seja possível, trarei a informação para o blog