quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Roteiro Turístico, tradição e superação: tempo, espaço, sujeito e (geo)tecnologia como categorias de análise

Enfim, MESTRE. Mestre em Turismo pela Universidade de Caxias do Sul.

Dois anos e meio de muito trabalho em um percurso reflexivo árduo! Mas agora muito bem recompensados!

Ainda não consegui dimensionar tudo isso. Prometo um post em breve. Mas trago a ata de defesa de dissertação...

Imortal, Mestre, “distinta”, “louvada” e “gênio” (essa ‘piada’ só quem estava presente entende...)

Ata de defesa de dissertação.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Dia do turismólogo (27 de setembro)

Eu acabei de finalizar uma postagem dizendo "até quinta", mas assim, estou ansiosa, inquieta e preciso focar minhas energias em algo... digamos... "produtivo"... Então, pensei, ontem foi dia do Turismólogo e valeria uma postagem... Só pra não sair do ritmo, modernamente, com um dia de atraso.

Estou devendo aidna duas postagens - uma sobre o VII seminário da apntur e outra sobre a "conversa" do Prof. Panosso com os alunos do mestrado no dia 15 de setembro - então, resolvir unir o útil ao agradável e adiantar o assunto que já está atrasado (mas ainda dedicarei um post "exclusivo" sobre ambos os encontros).

Formei em Turismo no ano de 2007 pelo Instituto de Estudos Superiores da Amazônia - Iesam. Tive uma formação muito boa, diga-se de passagem, mas não tinha muito claro o que era ser "turismóloga".

Bom, o portal da educação diz que o Turismólogo é o "profissional do turismo". Já a consagrada enciclopédia virtual diz que o Turismólogo é "profissional de nível superior que conhece, analisa e estuda o turismo em sua totalidade" (?!) Totalidade?!

Com isso a gente cai naquela perguntinha "O que é Turismo?" (vale a pena clicar aqui). E é aí que entro na palestra do professor Panosso e no grupo DEP 2 (Ensino Superior), coordenado pela prof. Marcia Cappelano.

No grupo, assim como na palestra do prof. Panosso, as discussões permeram assuntos como as bases metodológicas na pesquisa em Turismo, o objeto do Turismo e, a "não-questionável" trans/interdisciplinariade do Turismo. Com isso emergem questões como "O turismo, para ser ciência, precisaria de uma metodologia própria?"; "Qual o método do Turismo?". Frente a essas questões apontou-se os seguintes "métodos" (na anptur): Hipotético dedutivo, dialética/complexidade e, ainda, o "nosso" paradigma, o sistêmico.
Além desses aspectos de ordem "teórica", outros assuntos também foram abordados nesse Grupo, como a queda da demanda nos cursos de graduação em turismo e o perfil do INgresso no curso.

Pelo que pude perceber, esse assunto sobre a cientificidade do Turismo tem sido bastante debatida nos eventos nos últimos anos. Segundo o Prof. Panosso, não precisamos de um método propriamente dito, mas da delimitação de um objeto. Os estudos dele apontam para o "homem em movimento" como o possível objeto, o que converge à idéia da Prof. Susana Gastal, segundo quem a palavra "turismo" já não comporta mais a abrangência do fenômeno e, assim como a "hotelaria" teria migrado seu horizente conceitual para "hospitalidade", o Turismo poderia migrar para o conceito de "mobilidade".

Afora a prolixidade, fica então as 'competências/habilidades' do Turismólogo, segundo aponta o site portal da educação:

"Cabe ao Turismólogo, portanto, planejar, organizar, dirigir e controlar instituições e estabelecimentos ligados ao turismo; coordenar e orientar trabalhos de seleção e classificação de locais e áreas de interesse turístico, visando o adequado aproveitamento dos recursos naturais e culturais, de acordo com sua natureza geográfica, histórica, artística e cultural, bem como realizar estudos de viabilidade econômica ou técnica; atuar como responsável técnico em empreendimentos que tenham o turismo e o lazer como seu objetivo; diagnosticar as potencialidades e as deficiências para o desenvolvimento do turismo nos municípios, regiões e estados da federação; criar e implantar roteiros e rotas turísticas; desenvolver e comercializar novos produtos turísticos; pesquisar, atualizar e divulgar informações sobre a demanda turística; coordenar, orientar e elaborar planos e projetos de marketing turístico; identificar, desenvolver e operacionalizar formas de divulgação dos produtos turísticos existentes; formular programas e projetos que viabilizem a permanência de turistas nos centros receptivos; organizar eventos de âmbito público e privado, em diferentes escalas e tipologias; coordenar e orientar levantamentos, estudos e pesquisas relativamente a instituições, empresas e estabelecimentos privados que atendam ao setor turístico.
O turismólogo necessita estar integrado às diferentes áreas: cultura, agricultura, meio ambiente, indústria, comércio, esporte, etc. A ação em parceria, através de um sistema interdisciplinar proporcionará ao Turismólogo, executar suas funções com maior objetividade e êxito.
Diante de tamanha responsabilidade, cabe ao Turismólogo, avaliar as reais condições e potencialidades das localidades onde se pretende promover a atividade turística, contando sempre com o apoio dos segmentos profissionais já mencionados, mas principalmente, contando com o apoio e o consentimento da comunidade local, uma vez que cabe a ela decidir o que é melhor para o seu futuro."

VII Seminário da Anptur

Aconteceu nos dias 20 e 21 de setembro, na Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, o VII seminário da Associação de Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo - ANPTUR.

O mestrado em Turismo da Universidade de Caxias do Sul fez-se presente através de alunos e professores.

As mestrandas Ana Carolina Oliveira, Lirian Meneghel, Luciana Costa e Rebecca Cisne estiveram presentes apresentando artigos. Veja aqui.

A professora Marcia Maria Cappellano dos Santos (UCS) coordenou o Grupo DEP 2 - Ensino Superior. A professora Susana Gastal (UCS) coordenou o grupo DEP 5 - Outros demas. A professora Susana Maria de Conto (UCS) coordenou, juntamente com a professora Christiane Luce Gomes (UFMG), coordenou o Grupo DAC 1 - Patrimônio Natural.

Além disso, o mestre Paulo Teixeira, formado pela UCS, teve sua dissertação premiada em terceiro lugar. Sob o título "A visão da população de Mostardas e Tavares - RS sobre a contribuição do turismo no Parque Nacional da Lagoa do Peixe ao desenvolvimento local", a dissertação de Paulo Teixeira foi orientada pela Prof. Rosane Lanzer. O prêmio de pesquisador emergente foi conferido ao prof. Panosso (USP), de pesquisador destaque à Profª. Mirian Rejowski (UAM) e, o prêmio de pesquisador destaque honoris causa ao Prof. Mario Carlos Beni.


Blogged by http://mestradoemturismoucs.blogspot.com/

Apresentação de Dissertação - Atos e Fatos


O boletim semanal da Universidade de Caxias do Sul desta semana (27/09 a 03/10/2010), nº 872 tornou-me ainda mais imortal ao divulgar que dia 30/09, quinta feira próxima, defenderei minha dissertação.

Brincadeiras a parte, estou super ansiosa e já nervosa... É depois de amanhã..!

Comporão minha banca as professoras Susana de Araújo Gastal (UCS), Liliane Stanisçuaski Guterres (UCS), Marcia Maria Cappellano dos Santos (UCS) e Mirian Rejowski (UAM).

Até quinta, com novidades sobre a defesa...!

sábado, 18 de setembro de 2010

GT 02 - SeminTur Jr. Planejamento e Turismo

As notícias costumam chegar no meu blog um pouco atrasadas, mas sempre com a justificativa da dissertação... Finalmente, como já sabem os que acompanham o blog, a dissertação já foi entregue agora espero, ansiosamente, pelo dia 30 de setembro, quando farei a defesa.

Mas mesmo depois da entrega ainda ficaram algumas coisas pendentes, como a Revista Rosa dos Ventos, finalmente on line, como também já mencionado! Confiram aqui.

Não que isso seja um assunto secundário, mas confesso que entre toda a minha correria, acabei deixando passar. Registrado, portanto meus pedidos de desculpas, trago aqui o Release dos debates do Grupo de Trabalho Planejamento e Turismo, coordeano por mim e pelo Guilherme Bridi.


O Grupo de Trabalho Turismo e Planejamento teve dez trabalhos aprovados, dos quais nove foram apresentados, subdivididos em três blocos que segmentaram os artigos por afinidades temáticas: Imagem e Marca Turística; Desenvolvimento regional e inclusão social; e, Segmentação Turística. O grupo deu início às atividades às 14:00h, com apresentação dos artigos e debates. A maioria dos artigos baseou-se em pesquisas quali-quantitativa e/ou exploratória.

Os debates convergiram, de modo geral, para algumas temáticas, a saber:

·   Epistemologia: discutiu-se sobre o reducionismo conceitual que se tem hoje no campo do Turismo, considerando-se também a insuficiência conceitual para a compreensão do Turismo enquanto fenômeno social, o que dificultaria a proposição de conceitos para a segmentação turística. Nesse âmbito discutiu-se sobre os segmentos de Turismo de Negócios, Turismo de Base Comunitária e Turismo Sexual. Pensou-se na motivação/experiência como elemento chave para refletir sobre esses fatores. Dentre outros, discutiu-se também sobre a essência do fenômeno: social x econômico; considerou-se que não haveria uma oposição dialética entre eles, mas um caráter de complementaridade, principalmente no quando se pensa no Turismo como alternativa ao desenvolvimento social.

·   Desenvolvimento Social x Crescimento Econômico: da mesma forma em que se considerou que o Turismo, se bem planejado e gerido, pode ser uma alternativa ao desenvolvimento loca de uma comunidade, resguardando que não pode ser a única alternativa viável ao crescimento econômico. Considerou-se que os Índices de Desenvolvimento Humano, como taxa de natalidade e mortalidade, qualidade de vida, saúde e educação somente são garantidos com uma base econômica sólida; além disso, debateu-se sobre infra-estrutura e equipamentos turísticos, além das prioridades de cada uma das localidades que vêem no Turismo uma oportunidade para alcançar modos e qualidade de vida mais promissores. Nesse sentido, da mesma forma em que a dimensão social e econômica do Turismo são complementares, o desenvolvimento social e o crescimento econômico também o são, resguardando as diferenças existentes entre geração de emprego e renda e desenvolvimento.

·   Educação: discutiu-se sobre as representações que os diversos atores sociais envolvidos no processo têm sobre o fenômeno, as falsas idéias que se têm sobre o Turismo no que se refere principalmente à idéia de Turismo como “salvador da pátria”. Considerou-se importante que os atores sociais envolvido, principalmente a população local tenha consciência não apenas dos benefícios que podem ser alcançados com o desenvolvimento da atividade, mas também os prejuízos de ordem social e ambiental.

·   Políticas Públicas: Discutiu-se sobre as questões políticas que envolvem o Turismo, incentivo político a empreendimentos turístico, bem como a ausência de planejamento no desenvolvimento da atividade em algumas localidades, onde o fenômeno desenvolve-se em divergência àquilo que é previsto nas Políticas de Turismo (PNT/PRT). Além disso, discutiu-se sobre o diálogo entre os atores sociais e poder público na elaboração e gestão não só dos destinos, mas também dos critérios previstos pelas Políticas.

·   Hospitalidade: Pensou-se na hospitalidade como valor de troca e, nesse sentido, discutiu-se sobre fatores culturais intrínsecos a esse tema. 

Aproveito ainda pra registrar minha imensa satisfação em ter tido a presença de alunos do Norte, Pará e Roraima, no nosso GT. Sei o quanto é difícil, por questões logísticas, participar de eventos, principalmente no Sul e pela falta de incentivo (não geral) das Universidades.

Os debates no Grupo foram férteis e bem fundamentados e, então, a partir disso, decidimos criar um Grupo para Discussões On-Line. Visite-nos e nos acompanhe!

Prof. Panosso visita PPGTur da UCS para banca de dissertação da Marcela

Recebemos na última quarta-feita, 15 de setembro, a visita doprofessor Alexandre Panosso Netto, que gentilmente aceitou o convite de nossa coordenadora, Prof. Marcia Maria Cappellano dos Santos. A visita do prof. Panosso é justificada pela banca de defesa da aluna do PPGTur da UCS Marcela Ferreira Marinho.


A dissertação de Marcela trouxe como título "O conceito de turismo sexual na perspectiva de sua inserção como objeto de estudo na graduação em turismo". Segundo palavras de Panosso, em seu blog, “Usando sólida fundamentação na psicologia e com matizes da filosofia, Marcela, com coragem, questionou conceitos largamente difundidos no Brasil sobre o tema do turismo sexual. Sem ser moralista, muito menos liberal, criticou a forma superficial como o tema é tratado na graduação em turismo no Brasil e também em dois jornais, e propôs um estudo mais profundo sobre a temática”.


Além do Professor Alexandre Panosso Netto (USP) e da Orientadora Professora Marcia Maria Cappellano dos Santos (UCS), compuseram a banca de defesa da dissertação os professores Luiz Antônio Rizzon (UCS) e Nilda Stecanela. Marcela foi aprovada não apenas com o conceito máximo (4), mas também com distinção e louvor!


Parabéns para Marcela pela dedicação, esforço e trabalho árduo! Desejamos sucesso em sua carreira e vida profissional.


Após a banca de defesa, os alunos do Mestrado em Turismo tiveram um momento privilegiado de conversa com o Prof. Panosso que disponibilizou-se a ministrar uma palestra sob o título “Construção do conhecimento turístico: escolas teóricas e avanços”, proporcionando ao final a possibilidade de trocas de idéias por meio de questionamentos e reflexões conjuntas.


Registramos nossos agradecimentos ao Professor Panosso por ter aceito o convite e, fazemos nossas as palavras da Prof. Marcia, que esta seja a primeira de muitas visitas.


A semana está sendo bem corrida.... Semana que vem estari em São Paulo para a Anptur, prometo postar não só sobre o evento, mas também sobre a palestra do prof. Panosso na UCS.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Mestrado em Turismo da UCS lança Revista ROSA DOS VENTOS

O Programa de Pós-Graduação da Universidade de Caxias do Sul - PPGTur/UCS lançou hoje, formalmente, a Revista Eletrônica do Mestrado: Rosa dos Ventos. A iniciativa surgiu no ano passado através da professora Susana Gastal. Inicialmente a Revista Rosa dos Ventos fora divulgada/hospedada no site do ObservaTur - Observatório de Turismo e Cultura do Rio Grande do Sul e hoje a Revista foi ao ar de forma "independente", confira no link: .

Fazendo minhas as palavras do Prof. Rafael José dos Santos, quem assina a apresentação deste primeiro Número, o qual chamamos de número 0, por ser um número "experimental", por assim dizer, desejo "bons ventos para nossa rosa!":




"É com muita satisfação que  apresentamos o número inaugural de Rosa dos Ventos, a nova revista do Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Turismo, da Universidade de Caxias do Sul, RS.
Rosa dos Ventos vem somar-se aos periódicos voltados aos estudos acadêmicos do Turismo. Sendo um campo de estudos caracterizado, sobretudo, pela pluralidade de abordagens e pela diversidade temática, Rosa dos Ventos estará aberta às diferentes contribuições em forma de artigos, resenhas e entrevistas.
A revista surge em um contexto de consolidação do campo de estudos do Turismo que, em termos históricos, é bastante jovem no Brasil. Não obstante, esse campo já abrange diferentes programas de pós-graduação e um número crescente de pesquisadores, o que se reflete também no fortalecimento da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo – Anptur, entidade que vem conquistando maior legitimidade e visibilidade a cada ano. Os eventos científicos na área também vêm crescendo qualitativamente e em diferentes regiões do país. O Mestrado em Turismo da Ucs, às vésperas da realização do VI Seminário de Pesquisa em Turismo do Mercosul –Semintur, sente-se feliz por ser um dos precursores desses encontros tão necessários ao debate e às trocas acadêmicas.
O número inaugural de Rosa dos Ventos conta com importantes contribuições. Inicialmente, a de Américo Pellegrini Filho (USP), pesquisador criterioso da cultura, que aborda a Capoeira, e suas transformações no decorrer do tempo, o que implica, inclusive, em uma modalidade dessa prática que se torna objeto preferencial do olhar dos turistas.
Seguimos com o artigo de Regina Schlüter (Universidad Nacional de Quilmas. CIET/Argentina), que tem com pesquisadores brasileiros uma rica história de intercâmbios. A Dra. Schlüter aborda a questão do corpo feminino, da moda e do Turismo de sole praia, revelando transformações na sociabilidade e na sensibilidade modernas, inclusive em termos de novas modalidades de diferenciação social.
O Turismo tem se mostrado objeto privilegiado no tocante às discussões sobre lugar, espaço, entre-lugares. Neste número inaugural, a contribuição nesse sentido vem de Antonio Carlos Castrogiovanni (UFRGS/PUCRS), que indaga acerca da formação do espaço turístico, lançando mão de pesquisa empírica e de contribuições teóricas de autores representativos do pensamento contemporâneo.
A riqueza de possibilidades heurísticas do Turismo mostra-se, também, na colaboração de Euler David de Siqueira (UFJF), em suas análises sobre cartões postais da cidade do Rio de Janeiro, aliando Comunicação e Antropologia para desvendar representações do poder político.
Analaura Corradi (Universidade da Amazônia), Antonio Cordeiro Santana (Universidade da Amazônia/Universidade Federal Rural da Amazõnia)) e Luiza Azevedo Luíndia (Universidade Federal do Amazonas) apresentam em seu artigo reflexão sobre a viabilidade, entendida aqui em seu sentido mais amplo, de um empreendimento de Turismo Rural na Amazônia, focalizando as relações entre planejamento, sustentabilidade e desenvolvimento.
No último artigo deste número, Alexandra Zottis (FEEVALE) faz uma análise histórica e contextual da Festa da Uva através dos cartazes de sucessivas edições, desse evento representativo da Serra Gaúcha. A reprodução dos cartazes propicia também, ao leitor, a possibilidade de elaborar sua própria leitura.
A resenha deste primeiro número de Rosa dos Ventos é dedicada ao Atlas Socioambiental dos municípios de Mostardas, Tavares, São José do Norte e Santa Vitória do Palmar (Caxias do Sul, RS: Educs, 2009), organizado por Alois Schäfer, Renata Pereira e Rosane Lanzer, todos profesores da Universidade de Caxias do Sul, esta última, inclusive, docente do Mestrado em Turismo. Trata-se de uma obra de referência, fruto do projeto Gestão sustentada das lagoas costeiras do litoral médio e sul do estado do Rio Grande do Sul, desenvolvido no Departamento de Ciências Biológicas da Universidade de Caxias do Sul, com aportes da Petrobrás. Além de Rosane Lanzer, o projeto envolveu também discentes do Mestrado em Turismo.
Enfim, é com estas valiosas contribuições que Rosa dos Ventos inicia seu percurso, com a esperança que seja mais que um periódico: um espaço de pensamento e crítica, reflexão e divulgação científica."

Bons ventos para nossa Rosa!

Google Earth permitirá acompanhamento da apuração nas eleições de outubro

Inovações à parte!
As geotecnologias existentes sempre têm uma resposta rápida e certeira quando se fala em demonstrar resultados ligados a um determinado ponto no planeta.
Quando comecei a trabalhar nesta área, por mais engraçado que isso possa parecer, eu já ficava imaginando os vários usos possíveis para cada ferramenta nova que eu buscava conhecer. Hoje tenho certeza que qualquer empresa que queira utilizar-se da geotecnologia existente buscando melhorar seus resultados e consequentemente inovar em sua relação com o cliente – vai certamente encontrar uma resposta que atenda as suas demandas.

Os eleitores brasileiros terão mais uma ferramenta para acompanhar de perto o pleito deste ano. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fechou uma parceria com a Google para que o programa Google Earth exiba, em tempo real, dados da apuração dos votos para presidente, governador e senador.

A ferramenta interativa ficará disponível por meio de um link no site do TSE após o início da contagem dos votos, no dia 3 de outubro. Uma vez acessado o programa, o eleitor poderá clicar em cada uma das 26 capitais mais o Distrito Federal para acompanhar os últimos números referentes à disputa local.

Ao clicar em determinado estado, o programa apontará para um ponto turístico da capital e exibirá dados dos dois candidatos mais votados para governador e senador, além da porcentagem de urnas apuradas até o momento do acesso. Os dados sobre a disputa presidencial serão mostrados quando o eleitor clicar em Brasília.

Fonte: Agência Brasil
Postado por Elton Jean Peixoto no blog Geografia e Geotecnologias

O Campo Turístico e suas Construções no RS: Reunião sobre Turismo e História (Universidade Fed...

O Campo Turístico e suas Construções no RS: Reunião sobre Turismo e História (Universidade Fed...: "Há alguns dias, André Daibert levantou, lista da Anptur, a questão da escassez de trabalhos contemplando a relação Turismo e História no Brasil, o que rapidamente encontrou eco entre os participantes, que se deparam com a dificuldade no dia a dia de encontrar informações históricas acerca do turismo para pesquisas, ou mesmo que se tem como ofício a escrita da história do turismo.

Os debates ganharam corpo na lista e se sentiu a necessidade de um encontro presencial para que se debatessem as inquietações e se pensasse em algo que pudesse ajudar a mudar o quadro. Foram sugeridos dois encontros presenciais: um em Niterói-RJ, em agosto, e um na próxima ANPTUR, em setembro.

O encontro de Niterói ocorreu na quinta-feira, dia 26 de agosto, contando com a presença dos seguintes professores: Aguinaldo César Fratucci, Cláudia Moraes, Marcello Tomé, Valéria Guimarães (todos do Depto de Turismo da Universidade Federal Fluminense) e André Daibert (CEFET-Petrópolis), o doutorando em História Social, Hernán Venegas, da UFF, e a estudante de graduação em Turismo Priscila Nunes, também da UFF.
Conversou-se inicialmente sobre o frutífero debate surgido na lista da ANPTUR, em boa hora, mobilizando colegas de várias partes do país e do exterior, e sobre a necessidade de se dar forma consistente às propostas que ali vão se desenhando. Para que se avance nos debates, envolveu-se novos participantes e construiu-se um grupo sólido, levando em conta a distribuição espacial dos interessados e a complexidade de dar conta da totalidade das questões em escala nacional ou global, os participantes levantaram uma sugestão ainda preliminar, a ser discutida com os demais interessados no tema, que seria a estratégia de formação de redes regionais, onde cada célula trouxesse suas demandas e fossem debatidas num fórum comum a todas elas, seja a lista da ANPTUR, sejam os encontros presenciais, seja qualquer outro canal próprio para o assunto, como um site específico ou uma revista especializada, por exemplo. Assim, compartilharíamos idéias e problemas particulares e os comuns a todas as células, procurando caminhos para desenvolvermos a relação história e turismo/turismo e história. Também foi considerada a importância da participação na ANPUH (a Associação Nacional de Pesquisadores em História), que conta com um grupo de história e turismo.

A demanda regional, um grande entrave para as pesquisas em andamento e projetos dos participantes da reunião, foi colocada em pauta e percebeu-se uma grande angústia do grupo participante com relação à precariedade da valorização da memória e da escrita da história do turismo e da hotelaria no estado do Rio de Janeiro. As discussões giraram em torno da ausência de informações sistematizadas sobre a história e a memória do turismo nesse estado; o abandono e a má conservação dos documentos; o roubo de fontes nos arquivos públicos, como o ocorrido no Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, onde se perderam várias coleções de postais da cidade, entre outros raros documentos; a necessidade de construção da memória do turismo e da hotelaria, com o suporte metodológico da história oral, buscando o início imediato tendo em vista a idade avançada de muitos dos antigos personagens importantes para o turismo e a hotelaria do Rio de Janeiro; a necessidade de criação de um inventário de publicações e das fontes ainda existentes, hoje dispersas, mal acondicionadas e mal divulgadas; a necessidade de criação de projetos de pesquisa com fomento de agências públicas e privadas visando à iniciação científica dos alunos em história e turismo; o diálogo com os cursos de História e a importância da publicação dos produtos das pesquisas para dar visibilidade e consistência ao campo, sem contar a sua relevância social.

Recebemos o apoio e o convite da Comissão do Jubileu de Ouro da UFF (1960-2010), presidida pela Prof. Dra. Ismênia de Lima Martins, do Departamento de História, para a realização de um evento, proposto pelo Hernán Venegas, dentro das comemorações do Jubileu, com a temática das interfaces entre Turismo e História. Dada a urgência dos prazos e articulações para a realização do evento, ainda em 2010, além da dificuldade da busca de patrocínio tão em cima da hora, pensando dentro da estratégia de células regionais, o grupo esboçou preliminarmente a realização de um pequeno encontro, de escala regional, de 1 dia de duração, para marcar o início dos trabalhos. O evento, que será organizado pelo Laboratório de Eventos do curso de Turismo da UFF, congregará as principais escolas de Turismo e História do Estado do Rio de Janeiro para discutir estratégias para impulsionar o desenvolvimento desta relação interdisciplinar na região, compartilhando com outras instituições o projeto de construção desse campo de saber e ouvindo as demandas regionais. Ainda sem data definida, mas prevista para o mês de outubro ou início de novembro, o pequeno evento pretende realizar uma ou duas mesas redondas e um fórum com os representantes das escolas do Estado do Rio, inaugurando os trabalhos dessa célula. Dali espera-se o engajamento de outras escolas e o surgimento de novas propostas para a multiplicação dos trabalhos, fomentando o desenvolvimento do grupo. Convida-se os colegas dos demais estados a participarem.

O grupo discutiu a possibilidade de se realizar um evento mais amplo, no ano de 2011, contemplando a temática sugerida, no qual se buscaria ampliar os resultados do primeiro encontro e abrir espaço para conferências, apresentação de trabalhos acadêmicos e para a realização de visitas técnicas. O André Daibert sugeriu o CEFET Petrópolis como sede, ou pelo menos como sub-sede deste evento. A decisão final sobre as temáticas, o formato do evento e a sede do mesmo, será traçada no fórum mencionado anteriormente.

Enfim, após quase 4 horas de uma proveitosa reunião, onde muitas foram as angústias, as inquietações, as sugestões e as demandas, considera-se que há muito trabalho pela frente, que a tarefa é extremamente grande, mesmo em escala regional e com novos parceiros que tendem a aderir ao que estamos chamando de célula. O grupo concordou que não se conhece suficientemente a realidade nacional e internacional para que se atue nessas frentes e para que possa dar conta da totalidade, o que estimula o diálogo com os colegas das outras regiões a se articularem em células e promovermos trocas intermitentes, somando nossas forças em prol do desenvolvimento científico e turismo do país.

A experiência da reunião alertou para o fato de que há muito o que conversar, que quando encontrarmos os parceiros de outras regiões, que já se pronunciaram na lista e outros que se juntarão ao grupo, teremos um encontro longo, com uma pauta de discussão densa e ficamos receosos de que o próximo encontro da ANPTUR, com uma programação tão intensa e extremamente importante para os participantes, não comporte o nosso debate, necessitando de um espaço maior para as discussões, o que poderia ser uma sugestão para a abertura de um fórum específico para o tema no próximo SEMINTUR. Esta é apenas uma proposta do grupo, tendo em vista as demandas trazidas pelos colegas e a experiência de nossa pauta inicial de discussão.

Texto adaptado da ata da reunião divulgada na Lista da Anptur"

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Relatos de Viagem: Uma busca à compreensão dos Roteiros Turísticos

Com as correrias da finalização da dissertação, acabei esquecendo de comentar sobre o congresso da Intercom que iniciou ontem, 02 de stembro, e vai até dia 06. Me inscrevi no GP Comunicação, Turismo e Hospitalidade.

Como no momento estou no Grupo, posto o resumo do artigo, como de rotina, e posteriormente traarei outros posts sobre o que foi debatido pelo Grupo.

Resumo: O hábito de viajar parerece ter sido acompanhado, desde os primórdios, pelo hábito de relatar os havidos e acontecidos durante as mesmas. A forma oral dos relatos foi seguida da forma escrita, em cadernos, jornais e livros. Depois, a fotografia, ou seja, o relato visual, veio agregar-se à rotina dos viajantes. No momento contemporâneo, diferentes formas de registros utilizam a internet e outras ferramentas tecnológicas, para continuar desempenham o importante papel de registrar os percursos dos viajantes.  O presente artigo apresenta uma revisão bibliográfica sobre o histórico dos relatos de viagem para, a seguir, realizar breve estudo exploratórios na sua utilização on line.

Palavras-chave: Comunicação Turística; Turismo; Relatos de Viagem; Roteiros Turísticos; Blogs.