sábado, 11 de junho de 2011

Pesquisa GENTUR

Recebi a seguinte mensagem pelo email da secretaria do PPGTUR da UCS. por acreditar na importância da pesquisa, repasso. Colaborem!

"Caros colegas pesquisadores do turismo,


Gostaria de convidá-los para participar do levantamento de dados do Projeto
Gentur. Este é um projeto que trata das relações sociais de gênero e das
políticas para a igualdade de oportunidades entre mulheres e homens em
Portugal e no Brasil.

O estudo é desenvolvido por uma equipe composta de pesquisadores em ambos os
países e é coordenado pela Universidade de Aveiro, em Portugal, sob o
financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Comissão para a
Cidadania e a Igualdade de Género. O objetivo do questionário é recolher
dados sobre a situação de mulheres e homens que frequentam ou já concluíram
cursos de Ensino Superior na área do Turismo.

Peço que respondam e distribuam para seus contatos, homens e mulheres,  que
cursam ou cursaram educação superior (Curso Tecnológico, Bacharelado,
Licenciatura, Pós-Graduação, Mestrado ou Doutorado) na área do Turismo.

Este é o link:
http://questionarios.ua.pt/index.php?sid=99771&lang=pt


O preenchimento é digital, anônimo e dura 20 minutos."

terça-feira, 7 de junho de 2011

Saudade do Zeca


Engraçado: desde Julho de 2010, quando comecei a ler o livro do Jornalista Zeca Camargo, “A volta ao mundo pelos Patrimônios da Humanidade” desenvolvi uma admiração muito grande por ele. Após a leitura do livro passei a acompanhá-lo em seu blog no G1 e a admiração só crescia. Cresceu ainda mais quando “decidi” que tomaria o blog e livro do jornalista como meu “campo” de investigação científica, utilizando-o para ilustrar, de forma empírica o que vinha tentando mostrar com a minha construção teórica. E, assim, Zeca invadiu minha dissertação, tornando meu trabalho, com perdão da palavra, muito mais gostoso.

Claro que junto com isso, muitas piadas surgiram. Lembro-me de uma ocasião em que estava apresentado um dos artigos resultantes da minha dissertação de mestrado que, ao citar o nome do Jornalista, uma colega de mestrado riu, o que foi suficiente para me tirar a concentração. O mesmo aconteceu na defesa da minha dissertação: ao começar a falar do Zeca (permitam-me a intimidade) um burburinho se fez entre os ouvintes.

Bom, mas o que me motiva a escrever essas más traçadas linhas é que duas coisas bastante conexas acontecera na semana passada: 1) recebi por email o projeto de qualificação de um colega lá da UCS, o qual gostei muito (como já publiquei aqui); 2) de forma bem despretensiosa e, sinceramente, não lembro se antes ou depois de receber aquele email, mas acredito ter sido antes, salvei (triste vida de acesso limitado) as últimas atualização do blog do Zeca.

Ler por ler o blog do jornalista já me bateu uma saudade enorme! Mais ainda depois de ler o projeto de qualificação do dito colega de mestrado. Em tudo que lia no projeto pensava: “vou aplicar isso no Zeca” (sim, com todos esses erros de semântica/sintaxe – demais comuns e bem recebidos em meus pensamentos).

Então, Zeca, aparece um dia desses.. Quem sabe a gente não marca de tomar um cafezinho e conversar um pouco?!

E, assim, motivada pela gostosa dor dessa saudade, espero que, em breve (In Shaa2 Allah!) se tenha notícias de um artigo sobre o assunto.

domingo, 5 de junho de 2011

Acesso limitado


Viva a portabilidade!
Viva a era de revolução na comunicação com chamadas ilimitadas a 25 centavos!
Viva a era de revolução na comunicação com SMS para ilimitados para qualquer operadora à 50 centavos por dia!
Viva a era dos smartphones com acesso ilimitado à internet por apenas 50 centavos por dia!

A minha triste realidade hodierna, porém, me joga para fora desse mundo. Mora em uma Ilha há 80 km de Belém e, se isso não bastasse, moro em uma região 30km afastado do centro da ilha. Se já no centro o serviço não é lá essas coisas, quiçá pensar no “interior”.

Bom, para quem era mega viciada em internet, redes sociais e tudo o mais que essas ferramentas possam conotar, até que estou me saindo bem. Mas, não nego: há dias em que entre em colapso nervoso! Imagine o que é para uma pessoas que passava, pelo menos 16 horas/dia conectada ficar quase uma semana sem sequer checar email?! Twitter e facebook?? Artigos de luxo!
O mais engraçado é que para qualquer viciado em qualquer coisa, os 40 dias são sempre os mais críticos, pois é o intervalo de tempo em que o organismo sente a abstinência da “coisa” da qual depende. No meu caso é completamente ao contrário. Agora é que a crise de abstinência está chegando. Estou há ponto de surtar!
Eis me aqui, então, justamente eu: a personificação das redes sociais com acesso limitadíssimo à net!
Bom, é necessário que eu assuma também que esse afastamento (espero eu que provisório) está sendo um pouco (e só um pouco) bom e sem aquele discurso padrão: “ah, agora tenho mais tempo pra caminhar, fazer isto ou aquilo....” Mentira! Não tenho tempo algum! E não mudei minha rotina sedentária – era o que muitos amigos me falavam, que se eu ficasse sem net mudaria minha rotina sedentária. O lado positivo é só um: descobrir que posso ser independente mesmo dentro da minha dependência.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Banca de qualificação

Calma, não me refiro a minha banca de qualificação (não de novo e também nã ainda).

O fato é que não poderia me abster. Não seria justo comigo mesma me abster de comentar o projeto para qualificação de um colega. Não apenas porque o trabalho, à primeira vista, parece bem construído e dialogado (embora eu entenda lhufas de antropologia, apesar da minha frustrante tentativa de...), mas também porque o cabôco foi um dos quais eu pude desenvolver e construir, a partir de árduos debates aparentemente inocentes mas que plantaram uma sementinha de desassossego, algumas ideias que compuseram minha dissertação.


Certamente, meu colega não precisa do meu reconhecimento, tampouco necessito elogiá-lo. O fato é que o projeto é instigante, logo de cara, o título já me desconcerta, me convida, que intriga.... O projeto me despertou algo que há muito foi adormecido... Enquanto o lia, um misto de animação, de desejo de pesquisa e, até mesmo felicidade, me trouxe uma intensa excitação à pesquisa.

A cada linha, a cada parágrafo, era inevitável a frase “Caraca, meu!”, o que sei, diz pouco, mas ao mesmo tempo, para aqueles que me conhecem um pouco, sabe o quanto significa quando vindo de mim. É mais que um bom e sonoro “Égua!” quando fico defronte a algo que inevitavelmente me deixa sem palavras.

É isso! Apesar de conhecê-lo, não tão bem assim, mas o suficiente para saber que “ele daria um bom caldo”, fiquei empolgada. E não é só isso. Desde que voltei de Caxias tenho uns sentimentos muito “estranhos” de saudosismo e dor, ou melhor: uma dor saudosa que vem do desejo de estar lá e ter podido permanecer lá. Pois bem, isso me desperta uma inveja (e não tem dessa de inveja boa) de pessoas que estão lá e não sabem aproveitar! Deixam passar momento oportunos de debates, trocas de ideias, construção de sentido em conjunto. Não só deixam passar como também não os valorizam.

Tudo isso, uma mistura de sentimentos, o desejo, em sua total intensidade, de poder estar de volta em um ambiente acadêmico de construção e debate epistêmico. Não, não terminarei agradecendo ao rapaz por ter me despertado, por ter trazido de volta tudo isso. Mas darei a ele os parabéns pela construção.

Go ahead! Realmente, me arrancou suspiros!

Internet e redes sociais: Possibilidades à educação?!

"Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda."
(Paulo Freire)



O assunto o qual pretendo abordar com esta postagem é bastante excitante, pelo menos para mim.

Trabalho em uma Cooperativa que carrega o nome deste grande “filósofo da educação” (se é que me permitido essa “tradução livre”, bem livre), por isso esta postagem inicia com uma epígrafe dele: Paulo Freire.

Há algumas semanas (como sempre, com atraso) aconteceu uma coisa nada agradável na escola. Um grupo de alunos utilizou, de forma não elegante, como imprensa marrom, uma conta no twitter, que levava o nome da escola. Esse tipo de coisa, de maneira geral, agrada a muitos, exceto aqueles que são alvo dos comentários (leia-se twitadas).

O uso dessa conta, por óbvio, criou um grande alvoroço na escola. Alunos, professores e funcionários sentiram-se (e foram) agredidos verbalmente pelos administradores da conta. A escola optou pela suspensão dos alunos, atitude esta que teve meu parcial “apoio” (alguém perguntou?!). Penso que a expulsão não seria o mais adequado, embora a ideia tivesse sido cogitada. Afinal, um problema não é resolvido simplesmente jogando-o para longe ou esquivando-se dele, mas, ao contrário, precisamos encará-lo e buscar meios de evitá-los no futuro. Ainda, é necessário falar sobre o assunto e não simplesmente fingir que não há nada acontecendo. Somos educadores. Somos formadores, antes de tudo, de mentes e opiniões.

Não nego que a semana que passou foi meio enlouquecedora para mim. Mas isso, somente, não justifica o atraso desta postagem. Justifica, porém, o fato de algumas questões estarem me incomodando a semana todo: Que mente e opiniões tenho contribuído para serem formadas? Qual o meu papel, enquanto educadora em uma situação como esta? Não pergunto o posicionamento de outros professores da instituição, pois nenhum deles defende tão ferozmente quanto eu o uso de novas tecnologias e, principalmente, das redes sociais na sala de aula e também fora dela, como ferramenta de auxílio no processo de ensino-aprendizagem de íngua estrangeira. Sim, defendi e continuo a defender (dentro dos meus limites atuais e, claro, sem ir contra às novas regras institucionais) o uso das tecnologias e redes sociais. Mas o fato é que eu não poderia fechar os olhos, deixar passar em brancas nuvens o ocorrido.

Nesta semana, na quarta-feira, fui à escola e entrei com o grupo de alunos responsáveis pela criação da conta, percebi no olhar de um deles, quando me viu uma incerteza quanto ao seu comportamento, não sabia se falava ou não, se passava direto e cumprimentavam. Mas foi só eu sorrir para o grupo, e dizer que tinha sentido a falta deles em sala de aula na aula passada para que logo, todos eles, me abraçassem e, envoltos naquele ambiente de hospitalidade, que, talvez, repito, TALVEZ, lhes tivesse sido incomum até então.

Não, não sou conivente com o que o grupo fez. E antes que o ocorrido tivesse tomado a dimensão que tomou, me ocorreu comentar sobre as possíveis repercussões que isso poderia tomar. Mas sei bem como as coisas funcionam: criança nenhuma deixa de pôr o dedo na tomada simplesmente porque um adulto diz “não mexe aí, vais levar um choque!”, a criança, e isto é regra sem exceção, só deixa de por o dedo quando de fato leva o cheque, aí sim ela aprende.

Não, não sou (e nem quero ser!) aquela pessoa que chega com discursos prontos, que chove no molhado, que aponta os erros e apenas acusa. Tampouco que ser aquele que chega com (falso) moralismo dizendo que isto ou aquilo é errado. Menos ainda, aplaudir o que os alunos fizeram.

De fato, o que foi feito não foi elegante, não foi correto e deveria sim ter tido punição. Mas não aquele castigo físico e psíquico aos quais os “criminosos” são (desumanamente) submetidos. Pressão emocional, em idade em que hormônios e sentimentos estão à flor da pele, penso ser igualmente inútil. Então, enquanto educadora, penso que meu papel está em convidar esses alunos e não apenas os diretamente envolvidos, mas todos, a pensar, refletir sobre os nossos atos. Sim, todos os nossos atos. Porque a ofensa não está apenas no que é dito, mas está expresso no olhar, nos gestos, no tato. É impossível agradar a todos! Mas é necessário respeitar a todos. Seja essa pessoa quem quer que seja. Estamos rodeados de preconceitos, pré-julgamentos. Julgamos o outro simplesmente porque ele é diferente “da gente” e então, com uma frase pronta, pergunto: “o que seria do rosa, se todos gostassem apenas de verde?” Precisamos abrir nossos olhos, mentes e corações para o outro. O outro pode ter muito mais a nos ensinar com suas diferenças do que nossos pares.

Vivemos em um momento de ruptura, de ruptura de paradigmas, de quedas de muros. Vivemos na época do diga não à corrupção, do diga não ao racismo, do diga não ao preconceito. Mas que bandeira eu levanto quanto eu recrimino alguém por um ato absurdo que ele cometeu?

Amores, erro por erro, todos nós erramos. Meus erros não são melhore nem piores que os seus. Maus erros não são mais bonitos, mais feios ou escabrosos que os seus. Eles são tão errados quanto o seus, com uma diferença: Eles são MEUS! E eu os carregarei da mesma forma que você carrega os seus. A glória do errar está na forma como nós encaramos esses erros. Isso não significa que eu deva me orgulhar do que fiz de errado. Ao contrário, é preciso, pelos erros, encontrar a “metanóia” que habita em todos nós. Meta-nóia: do grego, mudança por arrependimento.

Antes de encerrar, quero retomar três coisas:

01 – Meu objetivo não é defender, tampouco acusar quem quer que seja, mas simplesmente convidar a todos, inclusive a mim mesma à reflexão;

02 – Meu posicionamento poderia ser complemente diferente se, de alguma forma, tivesse sido/me sentido, ofendida;

03 – É impossível refazer a educação, educar para liberdade, humanizar sujeitos, torná-los sério, simplesmente reprimindo ações sem convidar a TODOS para um diálogo, reflexão. É necessário e urgente convidar a juventude à reconhecer o valor da vida, o valor da diferença, a importância do construir em conjunto, o valor do amor. O amor pode transformar sonhos, ações, posturas, percepções. E lembrem-se, queridos alunos, vocês todos, sem exceção, transbordam amor. Quão abençoada é esta fase que vocês estão vivendo em que o amor é levado ao extremo de sua intensidade.



E, para finalizar, essas não são apenas palavras vazias, ou discurso moralista, mas um convite à todos vocês que pensem nas suas ações. Aprendam com seus erros. E construam sua própria metanóia pela autocrítica.



Writer's block?!

Os garndes ecritores, dignos de nobels e minhões de reimpressões e edições costumam passar por isso... Um bloqueio qna criatividade que não os permite escrever.
Não, não sou uma grande escritora, portanto, minha uasência não se justifica por um "writer's block" Mas sim uma crise de PST: Professora Sem Tempo.

Os dias andam tão corridos, graças à Deus! Que mal tenho tido tempo de twittar, msn'ing or coisa que valha. Com isso meus blogs andam TODOS desatualizados. Para compensar, trago duas (ou seriam três?!) postagens duma vez.

Uma delas já foi escrita há semanas, mas só agora consegui, finalmente, decidi postá-la.

A outra, o minha maior inspiração para escrever e para estar aqui, mesmod epois de quase 12h seguidas de aula, com intervalo apenas para almoço.

Então, vamos lá....