terça-feira, 26 de julho de 2011

Anptur 2011: Por um pensamento complexo do turismo que incorpore a lógica dos fluxos aos roteiros turísticos (Introdução)

Se queremos um conhecimento pertinente, precisamos religar, contextualizar, globalizar as nossas informações e os nossos saberes, portanto procurar um pensamento complexo (MORIN, 2001, 497).

A filosofia que norteia o pensamento complexo baseia-se na ordem, desordem e organização. Da desordem apareceriam princípios de ordem, poder-se-ia entender, assim, que o mundo se organiza ao mesmo tempo em que se desintegra. “Há uma espécie de luta entre um princípio de ordem e um princípio de desordem, mas também uma espécie de cooperação entre os dois princípios, cooperação de onde nasce uma idéia ausente da Física clássica que é a organização” (MORIN, 2001, p. 493). Isso não significa que a desordem ocupou o lugar da ordem, mas revela o jogo entre a ordem, a desordem e a organização. É dentro desse princípio de dialógica que esta reflexão se insere, considerando também a dialética, ao passo que as noções de ordem e desordem rejeitam-se ao revelarem-se antagônicas e a princípio contraditórias, mas, ao organizarem-se, revelam-se complementares para a concepção do fenômeno.
O questionamento que a Complexidade coloca é: “como conceber a relação específica daquilo que é ordem, desordem e organização?” (MORIN, 2001). Segundo Panosso (2005) o pensamento sistêmico foi, e ainda continua sendo, o paradigma epistemológico no Turismo mais difundido, “o conceito de sistema leva à idéia de organização, que produz emergências e que, além disso, pelas pressões que impõe, inibe um certo número de propriedades que existem ao nível das partes e que, efetivamente, não podem assim exprimir-se” (MORIN, 2001, p. 494). Dentro do exposto e, ao exemplo de Morin, traz-se aqui a seguinte questão: como se daria a relação entre Roteiro Turístico Moderno, Espaço, Tempo, Tematização, Sujeito, Tecnologia e Roteiro Turístico pós-moderno.
A possível resposta a esse questionamento é buscada em Morin (2008). Para chegar a essa resposta, porém, este artigo abordará a compreensão dos fatores que teriam levado à superação das reduções científicas, principalmente pelo fato de em nossas publicações anteriores ter-se enfatizado a negligência acadêmica ao relegar a compreensão de Roteiro Turístico ao entendimento de senso comum. A necessidade de (re) pensar esses fatores de redução científica está exatamente na justificativa de ter classificado as concepções de Roteiro Turístico como reducionistas.
A redução científica no caso dos Roteiros Turísticos pode ser observada na restrição de Roteiro Turístico à contingência de cronograma de viagens. Sua superação far-se-ia com a idéia de superação da desordem, o que, segundo Morin (2001), tem sido fundamento nos estudos de Física Quântica, que apontaram para a necessidade de tratar a desordem e de negociar com as incertezas, anulando o pressuposto de certeza absoluta atribuída à ciência. Seguindo esse raciocínio, Morin (2001, p. 495) afirma que “os dados são, pois, certos em condições espaço-temporais limitados. Porém as teorias não são certas. As teorias científicas podem sempre ser refutadas pelo aparecimento de novos dados [emergências] ou de novas maneiras de os considerar”.
Além disso, aqui também será abordada, de forma ensaísta, a necessidade de trazer a abordagem dos fluxos para os debates de turismo e, principalmente, para uma compreensão contemporânea de Roteiro Turismo. Para esta, acrescentamos às categorias tradicionais[1] (Tempo, Espaço e Tematização) duas outras categorias constitutivas do conceito no momento contemporâneo: Sujeito e Tecnologia.
Para este artigo, consideramos que existe uma emergência latente a uma compressão de Roteiro Turístico que acompanhe as demandas de sujeitos cujas sensibilidades navegam no século XXI. A idéia de emergência aqui é apoiada em Morin (2001), segundo ele o todo tem um determinado número de qualidades e de propriedades que não aparecem nas partes quando estão separadas. Disso surgeria a noção de emergência. Emergência de qualidades e propriedades constituitivas da organização de um todo (MORIN, 2001).
Isso posto, dentro da presente proposta, têm-se como emergência as novas sensibilidades de Sujeitos, alteradas frente ao paradigma das Tecnologias da Informação, gerando percepções de Tempo[2] e de Espaço[3] diferentes das tradicionais e das modernas. Observando o Roteiro Turístico como cronograma de viagens, portanto, como organizador de atrativos no Tempo e no Espaço, considerando também a emergência de novas sensibilidades relacionadas a tais dimensões, desordena-se a estrutura do pensamento de Roteiro Turístico sob a perspectiva cronogramática.


[1] Para mais detalhes sobre nossa postura em relação às categorias tradicionais e contemporâneas de Roteiro Turístico consultar CISNE, Rebecca; GASTAL, Susana. A produção acadêmica sobre Roteiro Turístico: um debate pela superação. In: Seminário da Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo, 6, 2009, São Paulo. Anais. São Paulo: Aleph, 2009.

[2] No pré-turismo, vivia-se um tempo marcado pelas estações do ano, cada estação tinha uma gama de significado para o Homem Nômade. Tempo de plantar, tempo de colher, tempo de sair em retirada para terras mais seguras, menos frias, que prouvesse o alimento. O período do Turismo Industrial impõe uma nova lógica temporal. O tempo passa a tomar uma dimensão cronológica e seus efeitos no Turismo passa a ser visto na sua relação direta à tecnologia dos meios de transporte com o espaço a ser percorrido. A percepção cronológica do tempo fez com que, nesse período de Turismo Industrial, tivesse sua mensuração relacionada à velocidade de transposição do espaço, da mesma forma em que a eficiência dos transportes era mensurada pela sua capacidade de transcorrer maiores distâncias em menos tempo (CISNE, 2010).

[3] No Pré-Turismo o homem percorria o espaço a seu próprio tempo e sem mediações externas, apesar de há haver a iminência de uma tecnologia, ainda rudimentar aos parâmetros atuais, mas que dava ao indivíduo nômade a possibilidade de percepção do espaço percorrido. Com o Turismo Industrial, com o advento das técnicas que impulsionaram o desenvolvimento dos meios de transporte, o homem deixa de perceber o percurso. Emerge a idéia de que percorrer um espaço seria algo sofrido. A velocidade dos transportes surge como resposta a esse sofrimento. Procura-se eliminar, apagar a sensação de se estar percorrendo um espaço. O espaço, nesse período, é simplesmente vencido pelo viajante. Já no Pós-Turismo, a definição de longe e perto é totalmente relativa e presa a percepção, ainda que continue relacionada à velocidade dos meios de transporte, mas também dos meios de comunicação e das tecnologias da informação. O espaço, hoje, deixa de ser mensurado por escalas espaciais e passa a ser mensurados também pelo tempo. Além disso, no momento contemporâneo abre-se espaço também para se falar em espaço virtual (CISNE, 2010)

sábado, 23 de julho de 2011

Intercom 2011: Turismo e seus imaginários: O roteiro turístico tematizado (Introdução)


As tecnologias contemporâneas de informação disponibilizam mídias que encaminham uma nova relação entre fonte-receptor e, como tal, afetam diferentes processos sociais. Um desses processos, bastante alterados, é o que envolve o turismo e o viajar, aí incluído o roteiro turístico. O criar, utilizar ou mesmo comercializar roteiros turísticos atinge novas dimensões, implicando, também, rediscuti-lo do ponto de vista conceitual, filosófico e prático, a partir dos novos contextos socioculturais contemporâneos. Em textos anteriores, temos enfatizado a negligência acadêmica ao relegar a compreensão do roteiro turístico ao entendimento de senso comum, entre outros, no que se refere à tematização. Dando desdobramento à discussão, no presente artigo, questiona-se a concepção das tematizações em termos de componentes, pressupostos e imaginários correlatos aos roteiros turísticos, ancorando a discussão à teoria de Maffesoli (2001) para imaginários e, a partir, disso às tecnologias do imaginário conforme Silva (2003), tendo como cenário a posmodernidade. 

Construído sob bases reflexivas, este artigo tem por objetivo, em um viés ensaístico, incitar discussões sobre o tema e suas questões correlatas. Como metodologia, utiliza-se a teoria do texto, conforme Barthes (1987) e Eco (1999). Para o primeiro, o texto é um campo metodológico aberto inclusive à contradição; Eco (1999, p.81), por sua vez, o considera “um sistema de relações internas que atualiza certas ligações e narcotiza outras”, fazendo emergir o sentido. Busca-se, portanto, a construção de sentido da questão tematização-imaginário e sua relação dialética com a roteirização turística.

Enquanto cenário posmoderno, reporta-se ao proposto por (BOYER, 2003, p. 19), para quem o turismo foi inventado ao longo da Modernidade: iniciaria nas viagens humanistas pela Itália da Roma Clássica, no século XVI; passaria pelo romantismo e sua exaltação à natureza e ao bucólico, em especial no século XVIII; pela invenção do termo turista pelos ingleses, por volta de 1800-1815;  agregando, no século XX, uma íntima relação com a indústria cultural, dos singelos cartões postais à sofisticação tecnológica dos sites na Internet. Este turismo inventado também significará um treinamento de olhar: ele ensinará a olhar o mar, a montanha e outras paisagens (BOYER 2003), mas também imporia outra vivência do corpo, do tempo livre, das relações socais, e, mesmo que já não se fale em grand tour, manter-se-ia a vivência da viagem como um ritual de crescimento, maturidade e transição (WHITE e WHITE, 2004). E se o turismo é inventado, ele também pode ser constantemente reinventado, como seria o caso de produtos turísticos como Las Vegas e os parques temáticos, além de outros espaços turistificados pela posmodernidade (DOUGLASS, 2004), nos quais a tecnologia se faz em presente, em muitos casos – a Disney seria um dos exemplos – no âmbito da indústria cultural[1]. A considerar, ainda, as novas forma de ser e estar na viagem, aí incluídas as formas de roteirizar.

Para o presente artigo, iniciou-se utilizando a expressão roteiro temático, comum quando se “dá um Google” com o termo. Do ponto de vista conceitual, consagrado na literatura especializada, a expressão roteiro turístico temático está em Bahl (2004), para quem haveria uma “gama de criação de roteiros e programações turísticas, baseando-se na criatividade para a proposição de novos produtos” (p. 52). Tem-se, então, a criatividade como primeiro ponto;  a proposição de novos produtos, como objetivo; e a comercialização como fim. O autor acrescenta, ainda, que “roteiros que possibilitem uma exposição temática ampla e baseada em conteúdos culturais-naturais despertam o interesse das pessoas e preenchem suas necessidades de evasão e deslocamento, motivando-as a viajar” (idem, ibidem)

Com vistas a isso, Bahl propõe que sejam incluídos nos roteiros aspectos históricos, geográficos, sociais, urbanísticos, culturais, religiosos, folclóricos, etc. Surge, então, o questionamento: seria isso, de fato, uma tematização, ou apenas elementos locais inseridos no contexto do Roteiro? Onde estaria, se é que os há, divisores de águas entre o que é tematização para roteiros e a mera contextualização de peculiaridades locais dos mesmos? A motivação, como linha de pesquisa situada na Psicologia apresenta-se ampla demais para ser analisada aqui, mas se poderia dizer que a tematização, seja lá como venha a ser entendida, seria fator motivacional e geraria desejo de viagem.

Conforme o exposto, a dimensão temática dos roteiros turísticos é abordada principalmente pelo viés econômico, como agregado de valor para maior atratividade à compra (BAHL, 2004a). Ideia reforçada pelo Ministério do Turismo (2006, p. 23), ao afirmar que “tematizar é importante para fins de planejamento e organização de um produto de acordo com a identidade que se quer dar ao atrativo, ao lugar ou região[grifo nosso]. Exemplo dessa posição seriam os roteiro ofertados, por exemplo, em Caxias do Sul/RS[2], em “uma região turística cuja produção cultural é plural e diversificada pode[endo] criar múltiplos roteiros com temas gerais ou específicos (MTur 2006, p. 23). Percebe-se que a tematização está relacionada ao imaginário do local, associado à italianidade, tendo a marca-lo a presença do cultivo da videira e a produção do vinho. Inventam-se e se reinventam imaginários, apropriados para a criação de temas para o Turismo. Dessa forma, a indicar que tematização e imaginário são conceitos que caminham em sintonia. Analisa-se a seguir, o primeiro para, a seguir, aprofundar o segundo.


[1] Conceito cunhado por Theodor Adorno e Max Horkheimer (1947) para designar as indústrias da diversão e difusão de bens simbólico-culturais, em geral, veiculados por radio, televisão, jornais, revistas, cinema etc. E esse macro setor que assegura a produção, a programação e a distribuição dos produtos e serviços que respondem as necessidades de consumo cultural, também criando novas demandas” (BRITTOS E MIGUEL, 2010)

[2] La Città; Caminhos da Colônia: A gastronomia Italiana; Estrada do Imigrante; Ana Rech: Um encanto de vila; Criúva: Eco-Aventura Gaúcha; e, Vale-Trentino: a História do Vinho.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Divagações sobre minha postura pedagógica


Escrevi este texto há um mÊs e confesso que já tinha desistido de publicá-lo, mas voltei atrás... Confesso ainda que forcei a barra para finalizá-lo com o que tinha, pois a versão "orinial" traria muito mais....
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Uma coisa meio “O mundo de Sofia”...

“O que sou e quem sou?” “Pra quê e por que estou ocupando este espaço?”

O fim de semana passado foi enlouquecedor em questão de trabalho. Mas o retrasado foi ainda pior porque me pus a questionar várias coisas em relação a minha postura pedagógica.

1 – Qual o meu papel enquanto professor?

2 – Enquanto professor, o que devo fazer se meus alunos, já em nível técnico/superior, têm claros problemas de leitura e compreensão de texto e, consequentemente, tem problemas para escrever?

3 – O que devo fazer se meus alunos não têm poder algum de abstração e ainda: quando os meus alunos parecem não ter razão de estar ali ou desconhecerem a real responsabilidade que eles estão assumindo.

Confesso que esses desafios se impõem de forma tão dramática que questionar sobre a minha prática pedagógica se faz muito mais do que necessário!

O meu problema é o seguinte: Eu acredito! E estou pagando um preço muito alto por acreditar!
Eu acredito não que posso salvar o mundo das mazelas que nele se encontram, mas acredito SIM que posso ser agente de mudança na vida de um aluno, fazendo-o perceber que pequenas atitudes podem gerar fortes impactos em nossas vidas pessoais e profissionais.

Se o meio é a mensagem me questiono: quem mensagem estaria eu passando aos meus alunos se simplesmente chegasse à sala de aula falasse, falasse, falasse e fosse embora sem sequer ouvi-los ou, como mesmo tendo espaço para diálogo eles permanecem calados, como seria se eu fosse embora, dando-os as costas e simplesmente ignorando as dificuldades latentes que eles me apresentam? Não nego que isso é muito mais cômodo, afinal, ter atingido ou não o objetivo de aprendizagem não é o que está em questão quando vou receber meu salário. Com os alunos aprendendo ou não, tendo consumido ou não as minhas raras horas de descanso planejando aula e corrigindo MILHÕES de exercícios (os quais gasto muito mais tempo planejando do que os alunos resolvendo), meu salário será o mesmo no fim do mês.
Porém, a minha preocupação está mais além:
No meu entendimento ensinar está além de dar aulas e cumprir carga horária, é necessário proporcionar meios para uma maturação e desenvolvimento pessoal e profissional.
É fato que os alunos têm problemas de educação básica, não os culpo, uma parcela dessa culpa está também com a escola (que facilita demais), com a família (que deixou de se envolver em nome daquilo que chama “Liberdade” e “privacidade”) e com (alguns) professores (que se acomodam). Note bem, não tiro a carga de responsabilidade dos alunos, mas divido a responsabilidade com a escola, com os professores (como conseqüência da primeira) e com a família. Se quisermos melhorar, é necessário um esforço conjunto!

Tenho alunos que são analfabetos funcionais. Eles sabem juntar “B” com “O” para formar “Bo” e logo em seguida “L” com “A”, sabem que tudo isso junto forma “Bola”, mas daí a exigir que façam um gol já é outro departamento...
Tá... Isso é um problema de educação básica e eu atuo com estudantes já em nível superior e técnico. Então, isso não é meu problema. O problema é que eles são burros, desinteressados e não então nem aí. E, como professora de ensino superior e técnico, pouco me importa se eles têm deficiência de leitura e escrita porque eles já deveriam chegar aqui sabendo isso. O meu papel aqui é somente ensiná-los a técnica e a teoria e a deficiência que ele carrega de educação básica agora é problema só dele. Afinal, quem mandou ser burro?!

Só de escrever isso me dá uma ânsia inexplicável!

Desculpas, mas eu não penso assim. Acredito que o problema é meu sim! E tenho consciência que não posso e vou mudar o mundo. Tenho consciência que 1 ano é pouco para mudarmos a realidade de um problema educacional crônico, mas também seguir culpando a educação básica e não fazermos nada é entrar em um ciclo vicioso sem fim. Afinal, quem vai formar os formadores se não mudarmos nossa atitude no pensar e no agir em relação à educação?! É necessário refletir sobre nossas ações e nós mesmos sermos agentes da nossa própria mudança para que possamos, a longo (muito longo) prazo mudar essa realidade.
É comum e, não raro, me pegar pensando no meu agir pedagógico.
E, sinceramente, pra mim, discutir sobre o problema não vai levar a lugar algum, precisamos discutir soluções para o problema – isso se, e somente se, estivermos de fato envolvidos e engajados na crença de que JUNTOS podemos fazer alguma – por menor que seja – diferença.
Então... Vamos por parte:

1 – Eles são burros, desinteressados e não estão nem aí. Será mesmo? Vamos voltar lá para aquela história de que o meio é a mensagem: eles são burros ou eu, no meu meio – sala de aula – no que tenho contribuído para mudar esse cenário?
Sinceramente, penso que ignorar o problema não o resolve.

2 – Se meus alunos estão – e não apenas parecem – desinteressados onde está minha função enquanto educadora? Se ‘saber’ está muito próximo de ‘sabor’ cabe a mim despertá-los para saborear esse saber, não?

Tenho certeza que de Piaget a Morin, passando por Paulo Freire, todos os “filósofos da educação” se contorcem ou ouvir o que sou abrigada a ouvir...

A questão é que como educadora eu não desistir de querer ensinar meus alunos... Ainda que eu não mude o mundo, mas que consiga ser agente de uma mudança mínima de percepção de mundo que os façam refletir já é grande coisa...

Desculpa, diretora, mas se é para formar profissionais alienados e cada vez menos pensantes, eu pulo fora!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Intercom 2011: Turismo e seus imaginários: O roteiro turístico tematizado (resumo)


Temos enfatizado em nossas pesquisas a ausência de produções críticas em nível conceitual e reflexivo sobre o tema roteiro turístico. Este artigo é resultante de uma pesquisa maior que tem como foco central o debate do tema. Neste recorte objetivamos discutir a questão da tematização aliada ao Roteiro Turístico. Nesse sentido, ancoramos a discussão ao tema Imaginário (Maffesoli, 2001) e, a partir disso às Tecnologias do Imaginário (Silva, 2003), considerando o momento sócio-cultural hodiermo dos sujeitos turísticos. Construído sob bases reflexivas, este artigo não é um fim em si mesmo, mas um primeiro ensaio para incitar discussões sobre o tema.

Palavras-chave: Comunicação Turística. Imaginários. Tematização. Roteiro Turístico.

*Co-autoria de Susana Gastal