quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Dia nacional do Turismólogo: Carta ao estudante do Turismo remetida pelo prof. Panosso


Brasil, 01 de setembro de 2012.

Ao (à) estudante de turismo.
Expresso aqui alguns pensamentos e ideias sobre o campo do turismo e sobre as possibilidades que ele reserva para os que nele desejam atuar. Não se trata de um receituário de como ter "sucesso" na área, mas sim algumas indicações que acredito serem bem simples, porém importantes. Até creio que elas servem para outras atividades profissionais também.
Motiva-me escrever esta carta, pois no dia 27 deste mês comemoramos o dia Mundial do Turismo e, no Brasil, este também é o dia do bacharel em turismo. Portanto, um momento oportuno para reflexões sobre o tema.
De imediato, parabéns por sua coragem em escolher uma área que não raras vezes é mal compreendida e sofre preconceito em nosso país. Parabéns por sua visão de oportunidade, pois o fenômeno turístico pode trazer aprendizado, compreensão e, dependendo de sua atuação, ótimas experiências.
Você já deve saber que o turismo não envolve só a economia, mas também a sociologia, a administração, a cultura, a história, a filosofia, o meio ambiente, a geografia, a estatística, a antropologia entre inúmeras outras áreas, portanto, uma visão abrangente deve considerar a multiplicidade de campos interlaçados do turismo. Tenha isso em mente sempre.

1.Leia, leia muito
Um dos passos fundamentais para todos os estudantes é a leitura. Deve-se ler todos os materiais indicados pelos docentes. Mas não parar por aí. É importante que você busque leituras que não são indicadas em sala, avance, vá além do básico. Procure ler as revistas científicas mais importantes, tanto as nacionais quanto as internacionais, tais como a Annals of Tourism Research, a Estudios y Perspectivas en Turismo, a Journal of Travel Research, a El Periplo Sustentable... e uma infinidade delas. Busque ler as revistas indicadas para viajantes ocasionais ou frequentes, dessas que encontramos nas bancas, tais como a Lonely Planet, Viagem e Turismo, National Geographic e Horizonte Geográfico. Essas últimas revistas indicam tendências, relatam histórias, analisam destinos, enriquecem nosso conhecimento e cultura geral. Leia também os blogs de viagens, os jornais de turismo, os sites dos organismos oficiais de turismo. E, o mais importante, leia livros de turismo. Mas não vá ler somente os que você gosta, que tem bastante figuras e letras grandes. Mas sim também os grandes, pesados, complexos e profundos. Já há livros clássicos de turismo, tais como La Horda Dorada,de Louis Turner e John Ash; Sociologia do Turismo, de  Jost Krippendorf; The Tourist, de Dean MacCannell, entre outros. Esses são críticos e contundentes, que podem te levar a novas visões da realidade.


2.Participe de eventos
A quantidade de eventos na atualidade que se propõe a discutir o turismo é enorme. São eventos nacionais e internacionais, organizados por grupos universitários, cursos de graduação, prefeituras, órgãos públicos... Nesses eventos os convidados discutem temas específicos, pontos de vista sobre uma ideia, projetos de turismo, problemas do turismo, educação, profissionalização, empreendedorismo entre uma infinidade de aspectos. Sempre se pode aprender algo e conhecer os especialistas presentes, fazendo perguntas, tirando dúvidas e criando, gradativamente, seu círculo de atuação. Certa pessoa comentou comigo que quando era estudante participava de todos os eventos de turismo de sua universidade, sentava-se na primeira cadeira, fazia uma pergunta e não ia embora sem levar o cartão do palestrante. É um certo exagero, mas em alguns casos é importante agir assim.

3.Estude idiomas
Espanhol, inglês, alemão, italiano, francês ou outro qualquer. Não importa. O que vale é ser comunicativo para além de seu idioma materno. O turismo é feito de encontros, encontros levam à comunicação, comunicação necessita de um veículo e meio. Compreender e ser compreendido em uma segunda, terceira ou quarta língua é fundamental para qualquer profissional do turismo. Obviamente que no momento a língua de comunicação universal é o inglês e é por aí que você pode iniciar, ou continuar. Bom, não se esqueça de aprender bem o português. Ele é o seu primeiro cartão de visitas.
Me dirá que não tem tempo? Responderei que tempo é uma questão de prioridade.

4.Viaje mais
Lembra da frase de Santo Agostinho? "O mundo é um livro, quem não viaja lê somente a primeira página". Trata-se de um pensamento que nos diz muito e vale para os dias atuais. Ao viajar você deixará sua bolha de segurança e será um turista, se sentirá outra pessoa, encontrará novas comidas, música, língua, cheiros e sabores. Haveria aprendizado melhor para a vida de um turismólogo?

5.Conheça a história do turismo
Lembre-se, ao contrário do que diz o senso comum, o turismo é um fenômeno antigo. Alguns dizem que ele existe desde quando o ser humano passou a se deslocar na face da terra. Outros dizem que ele surge na Antiguidade. A hipótese mais provável é que o turismo, tal como conhecemos hoje, foi gestado no início do século XIX, portanto, já tem dois séculos de existência, no mínimo, e não é um fenômeno novo. Busque saber a história do turismo, desta forma você terá um conhecimento que permitirá compreender o avanço da atividade através das décadas.

6.Esteja antenado com as novas tecnologias
Esteja atento com as novas tecnologias e vislumbre como elas poderão te ajudar a desenvolver - e a envolver - a atividade. Não se preocupe em criar um produto ou um atrativo que vá mudar, revolucionar o tema, mas comece se preocupando com as possibilidades de lazer, turismo e entretenimento em seu bairro, em sua cidade, em sua região. Comece pequeno, e vá crescendo e pensando grande. As tecnologias, equipamentos, softwares, redes sociais, etc. são elementos que viabilizam as viagens das pessoas. Sem eles estaríamos perdidos.

7.Seja empreendedor
Não fique se lamuriando pelo fato de que "não te dão oportunidades", "não te valorizam", "ninguém respeita a área" e outras besteiras do gênero. O importante é a sua ação, o desenvolvimento de suas habilidades, o saber-fazer e o fazer-saber. Tenha foco, estabeleça seu plano de ações com metas temporais, que sejam de meses ou anos, e aja. Não pergunte de imediato quanto você pode ganhar atuando no turismo. Comece por perguntar como você pode trabalhar neste campo. Nem pergunte quem vai te dar emprego, mas sim quantos empregos você poderá gerar atuando na área. Deste modo, seja empreendedor, pois as maiores fortunas em turismo, as maiores agências, as maiores cadeias hoteleiras começaram com pequenos empreendimentos, com uma boa ideia e muito trabalho. O futuro é feito de nossas ações no presente, no agora.  
8.Mantenha o foco
Ao se decidir pela área que deseja atuar, mergulhe nela. Especialize-se. Se quer ser planejador ou consultor, então busque compreender esta área com leituras e experiências práticas. Vá aprendendo gradualmente, porém, com firmes propósitos estabelecidos. Não desista ao encontrar o primeiro problema. A solução dele te amadurecerá e fortalecerá para ações futuras. É assim que funciona em qualquer área. Mantenha o foco e não dê ouvidos aos invejosos, chatos e críticos de plantão. Não se engane, eles estão mais perto do que se imagina.

9.Trabalhe em grupo
Olhe para seu colega da mesma sala de aula. Ele poderá ser seu empregador, seu empregado ou seu sócio. Você decide. As melhores parcerias profissionais surgem desde os tempos de faculdade. Mas para além disso, tente formar um grupo de trabalho, uma sociedade, uma parceria, ajude e seja ajudado. O grupo terá mais força, mais contatos, mais possibilidades de investimentos e mais visão. Os objetivos serão alcançados com mais facilidade com o trabalho em grupo.

11.Seja profissional ético
Ser ético significa atuar de acordo com as normas estabelecidas e valores aceitos na sociedade. Não venda sua integridade profissional por pouco, nem por muito. Conheça o Código Mundial de Ética do Turismo que afirma em seu artigo 1, parágrafo 1: "A compreensão e a promoção dos valores éticos comuns à humanidade, num espírito de tolerância e de respeito pela diversidade das crenças religiosas, filosóficas e morais, são ao mesmo tempo fundamento e consequência de um turismo responsável; os atores do desenvolvimento turístico e os próprios turistas devem ter em conta as tradições ou práticas sociais e culturais de todos os povos, incluindo as das minorias e populações autóctones, reconhecendo a sua riqueza". Trabalhe para que cada vez mais pessoas possam fazer turismo de forma ética, sustentável e responsável. Esse bem que poderia ser o objetivo de todos os trabalhadores do turismo.

12.Obstáculos
Muito serão os obstáculos que enfrentará. Vá se acostumando com a ideia de que vão te perguntar se você vai ser guia de turismo ou se você vai abrir uma agência de viagens. Outros vão pensar que você  vive viajando, se divertindo em praias desertas, conhecendo gente legal, vivendo nos melhores hotéis, comendo da melhor gastronomia internacional, visitando desertos e geleiras. Quem sabe vão até te pedir dicas sobre aquele país exótico ou sobre o que comer e aonde ir no destino do momento. Alguns, ao saberem que você estuda turismo, simplesmente não falarão nada, cheios de perplexidade. Você terá dificuldades em ser empreendedor, nem todos compreenderão suas propostas, haverá problemas financeiros que parecem complicados. Tais obstáculos, uma vez superados, trarão confiança profissional. É assim com todos os profissionais bem sucedidos.

13.Entenda a política de turismo
A política de turismo, em todas as instâncias de gestão, é fundamental para o desenvolvimento da atividade. Neste caso, é bem vinda a sugestão de você se inteirar dos meandros, das diretrizes e das direções que o turismo está tomando, ou para onde estão o levando. Entenda qual é o público principal a ser atraído para sua região, quais são as linhas de financiamento, quais são os programas de governo, se há ou não planejamento... tudo isso vai afetar diretamente sua atuação como bacharel em turismo.

14.Competência e confiança
Seguindo os passos profissionais corretos, é provável que você adquirirá competência, e assim também terá confiança no que faz. Competência e confiança são percebidas imediatamente por seus clientes e proporcionarão melhores práticas profissionais, criando assim, um círculo virtuoso. Mas para chegar a este patamar, o caminho é longo e exige dedicação, outra ação necessária.

15.Saia do seu círculo. Avance
Não se prenda apenas ao seu círculo profissional mais próximo. Busque conhecer as boas práticas de outros destinos, de outras empresas relacionadas com o setor turístico. Busque experiências nacionais e também internacionais. Não tenha medo de copiar as boas ideias. Ideia não tem dono. Não é patenteada. Buscando conhecer além de sua realidade certamente novas possibilidades surgirão. Todos sabem disto. Não se acomode. Isso é péssimo.
16.Faça o que gosta
Se você não gosta da área do turismo, ou da empresa ou setor em que atua, simples: mude. Mude e busque fazer o que você gosta. Para trabalhar com turismo é preciso ter dinamismo, criatividade, simpatia e se você não gosta do que faz, provavelmente não terá essas habilidades. Não trabalhe num lugar que te faz sofrer. Não será bom nem para você, nem para os outros. Assim, especialize-se e busque fazer o que gosta. Logo, logo você também será cativado por outras áreas e pessoas. E de fato, eu acredito nisso: é muito importante ser feliz e estar de bem com a vida!

Despedida
Assim, caro(a) estudante de turismo, despeço-me deixando os votos que você consiga compreender este complexo fenômeno do turismo, que estabelece estreita interface com o lazer, com a hospitalidade, o entretenimento, a gastronomia, a recreação, os eventos, os temas da mobilidade, do meio ambiente, da cultura, etc. Além disso, uma vez egresso, espero que suas atividades profissionais sejam exemplares e que sua atuação ajude a elevar a qualidade e a importância do turismo em nosso país.
Espero que você saiba e tenha oportunidade de conquistar seus mais nobres objetivos profissionais, elevar a qualidade dos serviços da área, elevar o conhecimento prático e teórico já existente, proporcionar melhores condições de vida para os outros através dos impactos positivos do turismo. Como professor, espero tudo isso, mas se não alcançar tudo, se não conseguir realizar tudo, não importa. Ao menos você está tentando e certamente bons frutos está produzindo.
E bons frutos é o que todos queremos cultivar, colher e provar no jardim do turismo.
Abraços e feliz mês de setembro! Feliz dia do turismo!
Prof. Alexandre Panosso Netto - EACH-USP

domingo, 29 de julho de 2012

Uma visita: Muitas lembranças!




Quando decidi fazer o Mestrado em Turismo, na UCS, não tinha a menor ideia de quão bom seria a experiência e a oportunidade de crescimento pessoal e intelectual.


O Mestrado guardou muitas boas surpresas, outras não tão surpreendentes assim: o frio! O aparente inimigo que deixou saudades! O convívio com os professores, que mestres! Os colegas de turma, os cafés, os chimas (o meu com chá de morango e mel, por favor! - heresia!) e, claro, muitas tardes de estudos e muitos debates epistemológicos regados a chocolate quente (o frio ainda era o inimigo aparente e o chocolate, o consolo para os corações).


Driblado o frio, estabelecidas as amizades, ampliado as relações aluno-professor-amigo, o Mestrado apresentava-se (e ainda se apresenta) como a melhor de todas as experiências (em seu sentido mais amplo) pelas quais passei. O convívio com colegas com diferentes backgrounds, uma nova percepção de Turismo, uma nova forma de encarar realidades e o aprendizado de que o mundo possui muitas verdades.


Com o término do Mestrado vieram as saudades: dos amigos, dos professores (também amigos), da especialíssima e excelentíssima secretária (Regina), sempre à disposição para quebrar todos os galhos e ser boa companhia para os almoços, e, claro, a saudade da UCS, do bloco 46, do lago e do leão (fiel amigo nas horas de frio).


E, se tem saudade, tem também a hora do retorno! Nas primeiras férias desde que entrei no Mestrado (em 2008), que lugar seria mais especial para aproveitar os dias de folgas que não no frio de Caxias e revendo e buscando reviver amizades e momentos felizes compartilhados ao longo de dois anos e meio.


A visita ao Mestrado representa a importância que todos têm para mim, como pessoa e como profissional. Agradeço imensamente a todos que compartilharam aquele momento de "expansão do ser Rebecca” e, claro, agradeço à hospitalidade e receptividade dos professores Susana Gastal, Marcia Cappellano e Eurico e, como não podia faltar, da Regina, nossa fiel secretária!

domingo, 15 de abril de 2012

Desafios da minha prática pedagógica


Nos dias atuais, há um novo paradigma epistemo-metodológico emergente no processo ensino-aprendizagem-avaliação, que baseia-se em princípios construtivistas e cognitivistas, em que o professor foca o ensino para competências por meio de regulação interativa (cujo foco volta-se para o processo e não para o resultado), e enfatiza o pensar e o fazer do aluno, estimulando funções que transcendam a cognição, rumo à metacognição. Nesse cenário de mudança de paradigmas no ensinar e no aprender, os sujeitos da aprendizagem, professor e aluno, devem perceber-se enquanto agentes de mudança do dar/assistir aula à um fazer aulas. Essa mudança, no entanto, somente ocorrerá quando o professor fizer rupturas epistemológicas sobre o entendimento do que é conhecimento. Essa ruptura está relacionada ao libertar-se e dar margens à libertação da condição de opressor e oprimidos, percebendo o aluno enquanto sujeito cognoscente e sujeito social e não alienado e receptor de informações prontas.
(Re)conhecer esses paradigmas é tão mais fácil do que aplicá-lo. Meu exercício diário está em pensar aulas questionando sobre o que seu aluno deve estar apto a fazer e, a partir daí, contextualizar o conhecimento em situações ou problemas. Dentro dessa perspectiva, ao planejar minhas aulas tento me questionar: “com que situações (vivenciais) o aluno poderá lidar que envolvam o uso deste conhecimento?”. A partir dessa reflexão, tento analisar as habilidades que precisam ser desenvolvidas, questionando-me “o que ele (o aluno) deverá saber fazer para lidar com essas situações?”.
A mudança deve, porém, também ser trabalhada pelos alunos. Sabemos que o desenvolvimento de habilidades dá-se via repetição sistemática. O contexto histórico educacional mostra, no entanto, que os alunos condicionados a exercícios de repetição sistemática sem significado inibem seu pensar. O paradigma de ensino emergente contextualiza as tarefas de repetição demonstrando conhecimentos específicos e com o foco não apenas no fazer, mas também no pensar (estimulando insights), transcendendo o saber-fazer para um fazer-saber.
Não me preocupo com o “vencer conteúdo”, já que meu foco está em atender às habilidades que os alunos precisam desenvolver, uma vez desenvolvida a habilidade crítica de refletir, de contextualizar e de problematizar o conhecimento já apreendido, ele estará apto a buscar os conhecimentos que julgue necessário para complementar sua formação.
Dessa forma, tento desenvolver o conteúdo dentro de um contexto de possível vivência do aluno focando então no pensar, no desenvolver, no interpretar e no analisar situações, de forma a mobilizar e sistematizar o conhecimento (a ser) adquirido. Nesse sentido, tento "transmitir" o conhecimento via perguntas e respostas feitas por meio da interação professor-aluno-professor e não apenas discorrendo sobre as perguntas.
No entanto, essa nova prática pedagógica exige não só muito mais tempo em planejamento de aulas, de semestre, de atividades, mas exige também cumplicidade dos alunos e comprometimento. O que tem sido um grande desafio na minha prática pedagógica atual: seduzir este aluno, despertando-o para a necessidade da "atitude filosófica", percebendo que qualquer situação de solução de problemas requer habilidade crítica e que problematizar teoria de sala de aula em situações vivenciais é fundamental para que sejamos profissionais ditos competentes. Afinal, o conhecimento e a habilidade de aplicar a "teoria acadêmica" em nossa "prática de mercado" é o nosso diferencial enquanto profissionais com ensino superior, e ainda mais: profissionais do século XXI.

Falei no processo ensino-aprendizagem-avaliação no início do texto. A questão avaliação volto a tratar em outro momento... =)

Para complementar, escrevi um texto ano passado: "Eu não quero ser professora". Disponível aqui.

domingo, 8 de abril de 2012

Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes: Satisfação do Viajante no Embarque


Hercílio Bezerra Gama Pereira

Resumo: O resultado de um serviço bem realizado é um sentimento, esse sentimento pode significar a satisfação ou não do cliente e, para o cumprimento de um serviço de qualidade, o fator humano deve ser o primeiro a ser observado dentro da atividade. A aviação Comercial, dotada de tecnologias de alto nível, necessita de profisisonais extremamente qualificados, não apenas para a operação de maquinário, mas qualificados para trabalharem com pessoas. Este trabalho tem por objetivo analisar a qualidade dos serviços prestados no Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freire, em Recife, e seus impactos na satisfação do viajante. Dentre os procedimentos de pesquisa utilizados, realizou-se pesquisa de campo com aplicação de questionários, com população de amostra composta por 32 respondentes, segue em caráter de pesquisa qualitativa. A análise dos dados baseou-se na revisão teórica pertinente ao tema, sob abordagem metodológica hermenêutica. Quanto aos resultados da pesquisa, eles apontaram que a abordagem da qualidade baseada no cliente, e suas expectativas, equacionadas à compreensão de que no serviço, o consumo e a produção são inseparáveis, podem efetivamente ajudar no objetivo de satisfazer o turista ou viajante que embarca no Aeroporto Internacional do Recife.

Palavras-chave: Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freire. Transporte Aéreo. Qualidade. Satisfação. 

Ecoturismo, motivação e satisfação: uma análise à luz dos estilos de viagem


Pedro Henrique Uchôa Carneiro Lopes
Pollyanna Batista Medeiros da Cunha

Resumo: O segmento Ecoturístico vem apresentando considerável crescimento nos últimos anos, e sua representatividade ganha cada vez mais importância. Esse segmento turístico, em que a paisagem é a principal variável como ponto de confluência dos fatores ambientais e antrópicos, tem por objetivo a integração do visitante como o meio natural e humano, em que a população local participa dos serviços prestados aos turistas. O ecoturismo prioriza a preservação do espaço natural em que é realizado, e seu projeto contempla a conservação antes de qualquer outra atividade. A fim de melhor conhecer a importância desse segmento, foi realizada uma pesquisa bibliográfica sobre o tema, assim como uma pesquisa exploratória com ecoturistas que tiveram a oportunidade de responder ao questionário online. O objetivo principal da pesquisa foi a análise dos fatores motivacionais desses turistas ao escolher o destino ecoturístico de suas viagens. Observou-se durante a pesquisa bibliográfica exploratória que, ao considerar as recompensas extrínsecas, os objetivos intrínsecos e a autossatisfação, ter-se-ia embasamento para entender o porquê das pessoas buscarem esse tipo de viagem diferenciada. Como sugestão para o desenvolvimento do segmento no Brasil propõe-se, que as instituições ligadas ao turismo, investiguem de forma mais abrangente esse mercado turístico e elaborem uma estratégia de marketing que inclua abordagens específicas para o segmento.


Palavras-chave: Turismo. Ecoturismo. Motivação. Satisfação.

Bed and breakfast’s no entorno do Cecon-PE: Divulgação através de redes sociais como uma influência no fator de escolha da hospedagem

Elizabeth Vieira
Josélia Rodrigues
Marcos Dantas





Resumo: As Bed and Breakfast’s são meios de hospedagens pouco divulgadas, apesar de serem reconhecidas pelo Ministério do Turismo. Nosso estudo está ligado às B&B’s em torno do Centro de Convenções, onde sempre ocorre a procura por pousadas durante os eventos, principalmente feiras e congressos, e esse fator fez com que os vários anfitriões abrissem as portas de suas residências, para hospedar turistas de toda região, em troca de uma diária pré-estabelecida, fornecendo, como o nome já diz: a Cama e o Café da manhã. Para compreender como acontece a divulgação dessas residências, analisamos também o grande potencial das mídias sociais como meio de propagação de notícias. Frente a isso, nosso estudo busca constatar o motivo dos anfitriões não realizarem a divulgação das B&B’s nas redes sociais, além de apresentá-las como uma forma prática, barata e de alto índice de propagação, que poderá ajudar a influenciar os turistas na escolha do meio de hospedagem. Existem várias redes sociais de Camas e Café, as principais do Brasil são: “bbrasil.com” e “camaecafe.com.br”. Constatamos que vários anfitriões desconheciam os caminhos de divulgação por meio das redes sociais; ao conhecerem, tinham receio de gerar demanda superior à sua capacidade de oferta. Metodologicamente, além das pesquisas bibliográficas, realizamos levantamento de campo através de um questionário, para podermos analisar o interesse das B&B’s no tema e tentar descobrir o porquê de não haver divulgação das Cama e Café’s, para tentar resolver nosso problema de pesquisa. Esse estudo mostra o fator social e a importância da divulgação das B&B’s próximo ao Centro de Convenções. O principal fator para delimitarmos a área de estudo próximo ao Centro foi porque vários turistas preferem se hospedar próximo dos eventos, para poderem relaxar mais e economizar, pois não terão gastos com passagens.

Palavras Chaves: Bed and Breakfast. Centro de Convenções/PE. Meio de hospedagem. Anfitriões. Divulgação.

Enoturismo: sua contribuição para o desenvolvimento da rede hoteleira da cidade de Petrolina/PE


Alexandre dos Santos Rodrigues da Paz
Jocilene Cristine de Souza

Resumo: Localizado na região semiárida do Nordeste do Brasil, o Vale do São Francisco, porção pernambucana, vem apresentando resultados econômicos expressivos nos últimos anos e sofrendo transformações no seu espaço, eminentemente em função da fruticultura e da vitivinicultura.  Frente a isso, nosso objetivo é, a partir de pesquisa exploratória, identificar se o enoturismo tem contribuído no desenvolvimento da rede hoteleira da cidade de Petrolina-PE. Para tanto, metodologicamente, utilizamos o procedimento analítico, pelo qual observamos, através dos dados obtidos em campo, que o desenvolvimento da rede hoteleira não está diretamente ligado ao enoturismo, e sim a outros setores da economia como a fruticultura e o turismo de negócios, que atrai investidores para o local. O enoturismo não deixa de ser um segmento inovador e rentável na região, porém, com necessidade de apoio na divulgação desta atividade e investimento do setor público, já que a criação da Rota do Vinho por parte do governo do estado de Pernambuco, colocando o Vale do São Francisco como uma opção de destino turístico, não foi suficiente para alavancar o enoturismo na região e fazer com que o segmento tivesse forças para se destacar e contribuir no desenvolvimento econômico da região e, consequentemente, esse desenvolvimento tivesse reflexo na rede hoteleira, objeto desse estudo.

Palavras-chave: Turismo. Enoturismo. Vitivinicultura. Desenvolvimento. Rede Hoteleira