domingo, 15 de abril de 2012

Desafios da minha prática pedagógica


Nos dias atuais, há um novo paradigma epistemo-metodológico emergente no processo ensino-aprendizagem-avaliação, que baseia-se em princípios construtivistas e cognitivistas, em que o professor foca o ensino para competências por meio de regulação interativa (cujo foco volta-se para o processo e não para o resultado), e enfatiza o pensar e o fazer do aluno, estimulando funções que transcendam a cognição, rumo à metacognição. Nesse cenário de mudança de paradigmas no ensinar e no aprender, os sujeitos da aprendizagem, professor e aluno, devem perceber-se enquanto agentes de mudança do dar/assistir aula à um fazer aulas. Essa mudança, no entanto, somente ocorrerá quando o professor fizer rupturas epistemológicas sobre o entendimento do que é conhecimento. Essa ruptura está relacionada ao libertar-se e dar margens à libertação da condição de opressor e oprimidos, percebendo o aluno enquanto sujeito cognoscente e sujeito social e não alienado e receptor de informações prontas.
(Re)conhecer esses paradigmas é tão mais fácil do que aplicá-lo. Meu exercício diário está em pensar aulas questionando sobre o que seu aluno deve estar apto a fazer e, a partir daí, contextualizar o conhecimento em situações ou problemas. Dentro dessa perspectiva, ao planejar minhas aulas tento me questionar: “com que situações (vivenciais) o aluno poderá lidar que envolvam o uso deste conhecimento?”. A partir dessa reflexão, tento analisar as habilidades que precisam ser desenvolvidas, questionando-me “o que ele (o aluno) deverá saber fazer para lidar com essas situações?”.
A mudança deve, porém, também ser trabalhada pelos alunos. Sabemos que o desenvolvimento de habilidades dá-se via repetição sistemática. O contexto histórico educacional mostra, no entanto, que os alunos condicionados a exercícios de repetição sistemática sem significado inibem seu pensar. O paradigma de ensino emergente contextualiza as tarefas de repetição demonstrando conhecimentos específicos e com o foco não apenas no fazer, mas também no pensar (estimulando insights), transcendendo o saber-fazer para um fazer-saber.
Não me preocupo com o “vencer conteúdo”, já que meu foco está em atender às habilidades que os alunos precisam desenvolver, uma vez desenvolvida a habilidade crítica de refletir, de contextualizar e de problematizar o conhecimento já apreendido, ele estará apto a buscar os conhecimentos que julgue necessário para complementar sua formação.
Dessa forma, tento desenvolver o conteúdo dentro de um contexto de possível vivência do aluno focando então no pensar, no desenvolver, no interpretar e no analisar situações, de forma a mobilizar e sistematizar o conhecimento (a ser) adquirido. Nesse sentido, tento "transmitir" o conhecimento via perguntas e respostas feitas por meio da interação professor-aluno-professor e não apenas discorrendo sobre as perguntas.
No entanto, essa nova prática pedagógica exige não só muito mais tempo em planejamento de aulas, de semestre, de atividades, mas exige também cumplicidade dos alunos e comprometimento. O que tem sido um grande desafio na minha prática pedagógica atual: seduzir este aluno, despertando-o para a necessidade da "atitude filosófica", percebendo que qualquer situação de solução de problemas requer habilidade crítica e que problematizar teoria de sala de aula em situações vivenciais é fundamental para que sejamos profissionais ditos competentes. Afinal, o conhecimento e a habilidade de aplicar a "teoria acadêmica" em nossa "prática de mercado" é o nosso diferencial enquanto profissionais com ensino superior, e ainda mais: profissionais do século XXI.

Falei no processo ensino-aprendizagem-avaliação no início do texto. A questão avaliação volto a tratar em outro momento... =)

Para complementar, escrevi um texto ano passado: "Eu não quero ser professora". Disponível aqui.

domingo, 8 de abril de 2012

Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes: Satisfação do Viajante no Embarque


Hercílio Bezerra Gama Pereira

Resumo: O resultado de um serviço bem realizado é um sentimento, esse sentimento pode significar a satisfação ou não do cliente e, para o cumprimento de um serviço de qualidade, o fator humano deve ser o primeiro a ser observado dentro da atividade. A aviação Comercial, dotada de tecnologias de alto nível, necessita de profisisonais extremamente qualificados, não apenas para a operação de maquinário, mas qualificados para trabalharem com pessoas. Este trabalho tem por objetivo analisar a qualidade dos serviços prestados no Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freire, em Recife, e seus impactos na satisfação do viajante. Dentre os procedimentos de pesquisa utilizados, realizou-se pesquisa de campo com aplicação de questionários, com população de amostra composta por 32 respondentes, segue em caráter de pesquisa qualitativa. A análise dos dados baseou-se na revisão teórica pertinente ao tema, sob abordagem metodológica hermenêutica. Quanto aos resultados da pesquisa, eles apontaram que a abordagem da qualidade baseada no cliente, e suas expectativas, equacionadas à compreensão de que no serviço, o consumo e a produção são inseparáveis, podem efetivamente ajudar no objetivo de satisfazer o turista ou viajante que embarca no Aeroporto Internacional do Recife.

Palavras-chave: Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freire. Transporte Aéreo. Qualidade. Satisfação. 

Ecoturismo, motivação e satisfação: uma análise à luz dos estilos de viagem


Pedro Henrique Uchôa Carneiro Lopes
Pollyanna Batista Medeiros da Cunha

Resumo: O segmento Ecoturístico vem apresentando considerável crescimento nos últimos anos, e sua representatividade ganha cada vez mais importância. Esse segmento turístico, em que a paisagem é a principal variável como ponto de confluência dos fatores ambientais e antrópicos, tem por objetivo a integração do visitante como o meio natural e humano, em que a população local participa dos serviços prestados aos turistas. O ecoturismo prioriza a preservação do espaço natural em que é realizado, e seu projeto contempla a conservação antes de qualquer outra atividade. A fim de melhor conhecer a importância desse segmento, foi realizada uma pesquisa bibliográfica sobre o tema, assim como uma pesquisa exploratória com ecoturistas que tiveram a oportunidade de responder ao questionário online. O objetivo principal da pesquisa foi a análise dos fatores motivacionais desses turistas ao escolher o destino ecoturístico de suas viagens. Observou-se durante a pesquisa bibliográfica exploratória que, ao considerar as recompensas extrínsecas, os objetivos intrínsecos e a autossatisfação, ter-se-ia embasamento para entender o porquê das pessoas buscarem esse tipo de viagem diferenciada. Como sugestão para o desenvolvimento do segmento no Brasil propõe-se, que as instituições ligadas ao turismo, investiguem de forma mais abrangente esse mercado turístico e elaborem uma estratégia de marketing que inclua abordagens específicas para o segmento.


Palavras-chave: Turismo. Ecoturismo. Motivação. Satisfação.

Bed and breakfast’s no entorno do Cecon-PE: Divulgação através de redes sociais como uma influência no fator de escolha da hospedagem

Elizabeth Vieira
Josélia Rodrigues
Marcos Dantas





Resumo: As Bed and Breakfast’s são meios de hospedagens pouco divulgadas, apesar de serem reconhecidas pelo Ministério do Turismo. Nosso estudo está ligado às B&B’s em torno do Centro de Convenções, onde sempre ocorre a procura por pousadas durante os eventos, principalmente feiras e congressos, e esse fator fez com que os vários anfitriões abrissem as portas de suas residências, para hospedar turistas de toda região, em troca de uma diária pré-estabelecida, fornecendo, como o nome já diz: a Cama e o Café da manhã. Para compreender como acontece a divulgação dessas residências, analisamos também o grande potencial das mídias sociais como meio de propagação de notícias. Frente a isso, nosso estudo busca constatar o motivo dos anfitriões não realizarem a divulgação das B&B’s nas redes sociais, além de apresentá-las como uma forma prática, barata e de alto índice de propagação, que poderá ajudar a influenciar os turistas na escolha do meio de hospedagem. Existem várias redes sociais de Camas e Café, as principais do Brasil são: “bbrasil.com” e “camaecafe.com.br”. Constatamos que vários anfitriões desconheciam os caminhos de divulgação por meio das redes sociais; ao conhecerem, tinham receio de gerar demanda superior à sua capacidade de oferta. Metodologicamente, além das pesquisas bibliográficas, realizamos levantamento de campo através de um questionário, para podermos analisar o interesse das B&B’s no tema e tentar descobrir o porquê de não haver divulgação das Cama e Café’s, para tentar resolver nosso problema de pesquisa. Esse estudo mostra o fator social e a importância da divulgação das B&B’s próximo ao Centro de Convenções. O principal fator para delimitarmos a área de estudo próximo ao Centro foi porque vários turistas preferem se hospedar próximo dos eventos, para poderem relaxar mais e economizar, pois não terão gastos com passagens.

Palavras Chaves: Bed and Breakfast. Centro de Convenções/PE. Meio de hospedagem. Anfitriões. Divulgação.

Enoturismo: sua contribuição para o desenvolvimento da rede hoteleira da cidade de Petrolina/PE


Alexandre dos Santos Rodrigues da Paz
Jocilene Cristine de Souza

Resumo: Localizado na região semiárida do Nordeste do Brasil, o Vale do São Francisco, porção pernambucana, vem apresentando resultados econômicos expressivos nos últimos anos e sofrendo transformações no seu espaço, eminentemente em função da fruticultura e da vitivinicultura.  Frente a isso, nosso objetivo é, a partir de pesquisa exploratória, identificar se o enoturismo tem contribuído no desenvolvimento da rede hoteleira da cidade de Petrolina-PE. Para tanto, metodologicamente, utilizamos o procedimento analítico, pelo qual observamos, através dos dados obtidos em campo, que o desenvolvimento da rede hoteleira não está diretamente ligado ao enoturismo, e sim a outros setores da economia como a fruticultura e o turismo de negócios, que atrai investidores para o local. O enoturismo não deixa de ser um segmento inovador e rentável na região, porém, com necessidade de apoio na divulgação desta atividade e investimento do setor público, já que a criação da Rota do Vinho por parte do governo do estado de Pernambuco, colocando o Vale do São Francisco como uma opção de destino turístico, não foi suficiente para alavancar o enoturismo na região e fazer com que o segmento tivesse forças para se destacar e contribuir no desenvolvimento econômico da região e, consequentemente, esse desenvolvimento tivesse reflexo na rede hoteleira, objeto desse estudo.

Palavras-chave: Turismo. Enoturismo. Vitivinicultura. Desenvolvimento. Rede Hoteleira